24/Oct/2024
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para Belém (PA), em 2025, será uma oportunidade para o Brasil demonstrar práticas sustentáveis do agronegócio nacional. Fávaro abordou a preocupação do setor produtivo de que o evento possa ser usado para criticar o Brasil em questões como queimadas e desmatamento, em vez de enfatizar as virtudes do agro brasileiro. Esse é o desafio de todos os produtores brasileiros. Os produtores brasileiros, em geral, são criminalizados fora do Brasil na busca simplesmente de fazer barreiras comerciais.
Ele ressaltou que ninguém no mundo produz tanto com garantia de qualidade sanitária e preços acessíveis no combate à inflação. Carlos Fávaro enfatizou a importância de mostrar as boas práticas do Brasil, como a rastreabilidade na produção. O desafio é mostrar todas as boas práticas, através de rastreabilidade e demonstrações concretas das boas práticas brasileiras. A COP30, para alguns, pode ser um temor. Para o Brasil, é uma oportunidade de demonstrar isso para o mundo. Em relação à União Europeia (UE), Fávaro comentou que o Brasil pediu a suspensão da Lei Antidesmatamento e uma revisão da abordagem punitiva em relação aos produtores que cumprem a legislação. O fato de ter o adiamento é a chegada do bom senso. Isso abre o caminho para o diálogo.
As regras europeias exigem que produtores brasileiros comprovem que suas exportações não provêm de áreas desmatadas. Fávaro voltou a criticar a imposição de regras unilaterais pela União Europeia, classificando-as como desrespeitosas. Foi uma medida arbitrária, acima da soberania dos países, enfatizou, ressaltando que o Brasil se reserva o direito de defender seus interesses comerciais no cenário internacional. O ministro reafirmou o compromisso do Brasil com a proteção ambiental e a produção sustentável. Ele reforçou a importância de um diálogo construtivo e equilibrado nas relações comerciais e ambientais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.