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01/Nov/2024

Desemprego cai no trimestre encerrado em setembro

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (31/10), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,4% no trimestre encerrado em setembro. Em igual período de 2023, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,7%. No trimestre encerrado em agosto de 2024, a taxa de desocupação estava em 6,6%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.227,00 no trimestre encerrado em setembro. O resultado representa alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 327,743 bilhões no trimestre até setembro, alta de 7,2% ante igual período do ano anterior. A taxa de desocupação de 6,4% registrada no trimestre terminado em setembro de 2024 foi o menor resultado para esse período do ano em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de setembro de 2024 representou ainda o segundo menor patamar de desemprego de toda a série, ficando acima apenas da taxa do trimestre móvel terminado em dezembro de 2013, quando foi de 6,3%. No trimestre encerrado em agosto de 2024, a taxa foi de 6,6%. No trimestre terminado em setembro de 2023, a taxa estava em 7,7%. O País registrou um recorde de 103,029 milhões de trabalhadores ocupados no trimestre terminado em setembro. Houve uma abertura de 1,199 milhão de vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. Em um ano, o contingente de ocupados aumentou em 3,191 milhões de pessoas. A população desocupada diminuiu em 541 mil pessoas em um trimestre, recuo de 7,2%, totalizando 7,001 milhões de desempregados no trimestre até setembro. A população desocupada somou o menor contingente desde o trimestre terminado em janeiro de 2015. Em um ano, 1,315 milhão de pessoas deixaram o desemprego no País, queda de 15,8% no número de pessoas nessa situação.

A população inativa somou 66,416 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, 293 mil inativos a menos que no trimestre anterior. Em um ano, houve diminuição de 413 mil pessoas na inatividade. O nível da ocupação, percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, passou de 57,8% no trimestre encerrado em junho para 58,4% no trimestre até setembro, o maior para esse período do ano desde 2012. No trimestre terminado em setembro de 2023, o nível da ocupação era de 57,1%. O País registrou contingente recorde de trabalhadores ocupados tanto no setor privado quanto no setor público no trimestre terminado em setembro. O trimestre encerrado em setembro mostrou uma abertura de 582 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em junho. Na comparação com o mesmo trimestre de 2023, 1,602 milhão de vagas com carteira foram criadas no setor privado. O total de pessoas com carteira assinada no setor privado subiu a 38,962 milhões de trabalhadores no trimestre até setembro, um recorde na série histórica iniciada em 2012.

O contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado aumentou a 14,337 milhões de pessoas, também um ápice da série histórica. O resultado significa 540 mil de vagas a mais nessa condição do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até setembro de 2023, foram criadas 1,074 milhão de vagas sem carteira no setor privado. O trabalho por conta própria perdeu 150 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,393 milhões de trabalhadores. O resultado representa 87 mil pessoas a menos trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de empregadores aumentou em 3 mil em um trimestre, para 4,298 milhões de pessoas. Em relação a setembro de 2023, o total de empregadores teve um aumento de 88 mil empregadores. O País teve uma alta de 59 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,896 milhões de pessoas. O resultado representa aumento de 82 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior.

O setor público teve 126 mil pessoas a mais no trimestre terminado em setembro ante o trimestre encerrado em junho, para um recorde de 12,785 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até setembro de 2023, foram abertas 568 mil vagas no setor público. No trimestre terminado em setembro, faltou trabalho para 18,172 milhões de pessoas no Brasil. A população subutilizada desceu assim ao menor contingente desde o trimestre encerrado em junho de 2015. A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi a mais baixa para trimestres até setembro desde 2014, ao descer de 16,4% no trimestre até junho para 15,7% no trimestre até setembro. No trimestre até setembro de 2023, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 17,6%. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. A população subutilizada caiu 4,4% ante o trimestre até junho, 834 mil pessoas a menos.

Em relação ao trimestre até setembro de 2023, houve um recuo de 9,8%, menos 1,979 milhão de pessoas. O Brasil registrou 3,106 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em setembro. A população desalentada desceu assim ao menor contingente registrado desde o trimestre encerrado em maio de 2016. O País tinha 144 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em junho, um recuo de 4,4%. Em um ano, 397 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 11,3%. A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial. A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 5,0% no trimestre até setembro, ante um patamar também de 5,0% no trimestre até junho.

Em todo o Brasil, há 5,129 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até junho para o trimestre até setembro, houve um aumento de 25 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 197 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano. Oito das dez atividades econômicas registraram contratações no trimestre encerrado em setembro. Na passagem do trimestre terminado em junho para o trimestre encerrado em setembro, houve redução na ocupação apenas em agricultura, menos 2 mil trabalhadores, e transporte, menos 28 mil. Houve geração de postos de trabalho em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas (158 mil), indústria (418 mil), comércio (291 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (164 mil), construção (27 mil), outros serviços (104 mil), alojamento e alimentação (16 mil) e serviços domésticos (51 mil).

Em relação ao patamar de um ano antes, houve contratações no comércio (616 mil), indústria (652 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (642 mil trabalhadores a mais), construção (279 mil pessoas), outros serviços (439 mil), informação, comunicação e atividades financeiras (639 mil), transporte (250 mil) e serviços domésticos (82 mil). Agricultura dispensou 393 mil pessoas e alojamento e alimentação demitiram 2 mil. O País registrou uma taxa de informalidade de 38,8% no mercado de trabalho no trimestre até setembro de 2024. Havia um recorde de 39,968 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no período. Em um trimestre, 644 mil pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais. O total de vagas no mercado de trabalho como um todo no período cresceu em 1,199 milhão de postos de trabalho. Praticamente metade das vagas criadas.

Há crescimento da ocupação, e todos contribuem para esse crescimento, seja o ramo formal seja o ramo informal. Em um trimestre, na informalidade, houve elevação de 540 mil empregos sem carteira assinada no setor privado, de 112 mil trabalhadores domésticos sem carteira assinada, 38 mil pessoas atuando no trabalho familiar auxiliar e 17 mil empregadores sem CNPJ. Porém, o mercado registrou enxugamento de 63 mil pessoas no trabalho por conta própria sem CNPJ. A população ocupada atuando na informalidade cresceu 1,6% em um trimestre. Em relação a um ano antes, o contingente de trabalhadores informais aumentou em 935 mil pessoas, alta de 2,4%. A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 21,952 bilhões no período de um ano, para um recorde de R$ 327,743 bilhões, uma alta de 7,2% no trimestre encerrado em setembro de 2024 ante o trimestre terminado em setembro de 2023.

Na comparação com o trimestre terminado em junho de 2024, a massa de renda real subiu 0,8% no trimestre terminado em setembro, R$ 2,524 bilhões a mais. O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma queda real de 0,4% na comparação com o trimestre até junho, R$ 13,00 a menos, para R$ 3.227,00. Em relação ao trimestre encerrado em setembro de 2023, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 3,7%, R$ 114,00 a mais. A expansão da ocupação via informalidade pode ter contribuído para uma queda na renda média obtida pelo trabalhador. Houve participação do crescimento da população informal, que, de modo geral, são trabalhadores que têm rendimentos menores. Isso pode ter contribuído que essa média do rendimento da população ocupada como um todo tenha tido essa retração.

A renda nominal, ou seja, antes que seja descontada a inflação no período, cresceu 0,4% no trimestre terminado em setembro ante o trimestre encerrado em junho. Na comparação com o trimestre terminado em setembro de 2023, houve elevação de 8,2% na renda média nominal. O Brasil alcançou um recorde de 67,109 milhões de trabalhadores ocupados contribuindo para instituto de previdência no trimestre encerrado em setembro. Porém, a proporção de contribuintes entre os ocupados recuou de 65,2% no trimestre até junho para 65,1% no trimestre até setembro. Os dados mostram que aumentou mais o número de pessoas trabalhando do que o de contribuintes para previdência. Trabalhadores informais, de modo geral, não são contribuintes para institutos de previdência.

A taxa de desemprego atual no País desceu aos menores patamares da série histórica iniciada em 2012, graças a um movimento de aumento da população ocupada disseminado entre as diferentes atividades econômicas. Hoje, há processos de expansão que envolvem diversas atividades econômicas. De fato, é um movimento bastante difundido pelas atividades. Essa expansão da ocupação acaba envolvendo diversos segmentos de trabalhadores. Há uma melhora sistemática dos indicadores do mercado de trabalho. A alta no emprego tem relação com a conjuntura econômica favorável, o que é corroborado pelas divulgações recentes dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Parte significativa do rendimento é concentrada em consumo. Há crescimento via consumo das próprias atividades econômicas, que demandam mais trabalhadores.

A taxa de desocupação desceu de 6,9% no segundo trimestre para 6,4% no terceiro trimestre, o segundo melhor resultado em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo IBGE. A única taxa mais baixa foi a do trimestre encerrado em dezembro de 2013, 6,3%. O País registrou contingente recorde de trabalhadores ocupados tanto no setor privado quanto no setor público no trimestre terminado em setembro. Se observa, paralelamente, recorde da população ocupada com carteira assinada, mas isso não impediu expansão da parcela informal da ocupação. A expansão do emprego é promovida pelo conjunto dos trabalhadores, independentemente da sua forma de inserção no mercado de trabalho, seja pela formalidade, seja pela informalidade. A expansão da ocupação não está concentrada numa atividade ou num grupo reduzido de atividades. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.