13/Nov/2024
O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não deveria retirar o país do Acordo de Paris. A afirmação coloca a gigante petrolífera em desacordo com o futuro governo norte-americano em uma questão política fundamental. O executivo está em Baku, no Azerbaijão, para a Cúpula das Nações Unidas sobre Clima (COP29), que começou na segunda-feira (11/11). Uma segunda saída do país do tratado climático de 2015 criaria incertezas e poderia confundir os esforços globais para travar os piores efeitos das mudanças climáticas.
Trump retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris no seu primeiro mandato e é quase certo que isso se repita. A Exxon apoia publicamente os objetivos do acordo desde 2015. O CEO afirmou ainda que parlamentares ficaram mais receptivos à ideia de que limitar o fornecimento de combustíveis fósseis e forçar alternativas caras de energia verde no mercado não está funcionando. A Exxon está bem-posicionada para desenvolver tecnologias de baixo carbono, como captura de carbono, hidrogênio e lítio. A empresa prometeu investir US$ 20 bilhões até 2027 nessas e em outras tecnologias semelhantes.
A Exxon manterá os planos durante a segunda administração Trump, embora possa ter de fazer ajustes de curto prazo nos investimentos se as políticas governamentais de apoio a essas tecnologias mudarem significativamente. A Exxon e alguns dos seus pares pressionaram os conselheiros de Donald Trump e o Partido Republicano para preservar os créditos fiscais na lei climática assinada por Joe Biden, que recompensa as tecnologias nas quais as empresas estão investindo, incluindo a captura de carbono. Agendas políticas não podem conduzir as decisões de negócios e investimentos que foram tomadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.