21/Jan/2026
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, avalia que a agricultura familiar do Brasil será beneficiada pelo acordo entre Mercosul e União Europeia. A produção de café, por exemplo, é predominada por agricultores familiares, que poderão vender café processado sem taxas para a União Europeia. O acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia prevê exportação de frutas, como abacates, limões, limas, melões, melancias, uvas de mesa e maçãs, e café do Mercosul à União Europeia sem tarifas e sem cotas, segundo informações do governo brasileiro, divulgadas em factsheet.
Para cafés verde, torrado e solúvel, com alíquota atual variando de 7,5% a 11%, a retirada das tarifas ocorrerá em um período de quatro a sete anos. No caso do café, haverá exigência de que 40% do café verde e entre 40% e 50% do café solúvel seja originário do Brasil. Para uvas frescas de mesa, sobre as quais incide tarifa de 11%, haverá retirada imediata das tarifas com livre comércio. Para abacates, hoje sujeitos a uma alíquota de 4%, haverá desgravação em quatro anos até zerar a alíquota. Limões e limas (tarifa atual em 14%), melancias (alíquota atual em 9%) e melões (tributação atual em 9%) terão eliminação das tarifas em sete anos.
No caso das maçãs, com alíquota atual de 10%, a retirada da tarifa ocorrerá em dez anos. O ministro afirmou, ainda, que o acordo se insere na estratégia do Brasil de diversificar mercados. "Abrimos um mercado de consumidores ricos, que poderão comprar vários produtos da agricultura familiar, como café, frutas, açaí, manga, uva, melão. Os agricultores familiares poderão vender seus produtos na Europa sem taxas e assim ganhar muito", destacou Teixeira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.