27/Jan/2026
Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Brasil pode ampliar exportação à União Europeia em 543 produtos com o acordo entre Mercosul e União Europeia. O diagnóstico aponta oportunidades para o país ampliar presença no mercado europeu em produtos com desgravação tarifária imediata na entrada em vigor do acordo. Juntos, esses 543 produtos representam US$ 43,9 bilhões em importações anuais pelo bloco europeu entre 2020 e 2024, montante do qual US$ 1,1 bilhão é proveniente do Brasil.
Considerando as oportunidades, 244 produtos são de abertura, casos em que o Brasil não tem participação significativa, mas é competitivo mundialmente nas exportações do produto. Entre os produtos, há oportunidade de ampliação das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos de transporte (motores para geração de energia, motores de pistão para veículos, bombas para combustíveis, autopeças, avião, compressores para equipamentos frigoríficos), mercado no qual a participação brasileira nas importações da União Europeia é de 1,5%.
O estudo mostra também oportunidade em produtos como partes para calçados, óculos de sol, indicadores de velocidade e joias de ouro ou prata, hoje 16% do importado pela União Europeia nesses produtos provém do Brasil. A Apex menciona também potencial para o Brasil ampliar as exportações de artigos manufaturados, como couros e peles; embalagens de madeira; facas e lâminas cortantes, para máquinas ou para aparelhos mecânicos; ardósia; mármore, granito, artefatos de amianto usado em freios de automóveis, mercado cuja participação Brasileia é de 4,1% nas importações europeias.
Diante da desgravação imediata, também há espaço para o Brasil comercializar mais produtos químicos (óleos essenciais cítricos; amálgamas de metais preciosos) para o bloco europeu, dos quais 10,8% das importações advêm do Brasil. Há ainda potencial para ampliar as exportações de sementes e farelo de soja, 2,7% de participação brasileira nas importações da União Europeia, de produtos alimentícios, 6,4% de participação brasileira, e de óleos animais e vegetais, como óleo de milho, mercado com 4,5% de participação brasileira nas importações da União Europeia a partir da desgravação tarifária dos produtos.
Por região, a maior parte das oportunidades (266) está na Europa Ocidental. No setor agropecuário, o acordo combina eliminação tarifária, desgravação gradual e cotas específicas para produtos considerados sensíveis pelos países europeus. Entre as principais cadeias beneficiadas, se destacam carnes bovina, de aves e suína, açúcar, etanol, arroz, milho, mel, queijos e cachaça com acesso preferencial por cotas, além da eliminação total de tarifas para frutas como abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.