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28/Jan/2026

Dólar fecha no menor valor desde maio de 2024

O dólar fechou esta terça-feira (27/01) em forte baixa no Brasil, se reaproximando dos R$ 5,20, novamente sob influência da queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior e da busca de estrangeiros por ativos brasileiros, em especial ações da bolsa. O dólar fechou com recuo de 1,38%, a R$ 5,20, no menor valor de fechamento desde os R$ 5,15 de 28 de maio de 2024. No ano, a divisa acumula baixa de 5,13%. Já no início da sessão o dólar exibia perdas ante a maior parte das divisas globais, incluindo o iene, o euro e pares do Real como o peso chileno e o peso mexicano. O câmbio no Brasil pegou carona nesta tendência e o dólar engatou baixas ante o Real, em movimento intensificado após a abertura da bolsa de ações, às 10h. Com o Ibovespa renovando máximas históricas, superando os 183 mil pontos, o dólar despencou ante o Real, com profissionais citando a influência dos estrangeiros no movimento.

Segundo a One Investimentos, a queda do dólar é uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global de investimentos, para fora dos Estados Unidos. O Ibovespa está subindo mais de 2%, o que aponta para muito capital entrando no País. Nas últimas semanas, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira tem sido apontado como um dos motivos para a baixa do dólar ante o Real. Neste cenário, após marcar a cotação máxima de R$ 5,27 (-0,01%), pouco depois da abertura, o dólar atingiu a mínima de R$ 5,19 (-1,54%), já na reta final dos negócios. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, desacelerando ante a taxa de 0,25% de dezembro. No acumulado de 12 meses, no entanto, a taxa foi para 4,50% em janeiro, ante 4,41% em dezembro.

Porém, a abertura do indicador não foi tão favorável, com a inflação de serviços ainda pressionada. Ainda assim, o mercado seguiu projetando manutenção da taxa básica Selic em 15% na decisão desta quarta-feira (28/01) do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Em relação ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que também decide nesta quarta-feira (28/01) sobre juros, a expectativa é de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75%. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao País, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos. No exterior, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, caía 1,00%, a 96,133. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.