29/Jan/2026
Após cair abaixo dos R$ 5,20, o dólar fechou esta quarta-feira (28/01) estável no Brasil e pouco acima deste nível, com os investidores à espera da decisão sobre juros do Banco Central. A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o cenário externo, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas. O dólar fechou com variação positiva de 0,01%, a R$ 5,20. No ano, a divisa acumula baixa de 5,12%. O dólar chegou a oscilar abaixo dos R$ 5,20 pela manhã, mais uma vez em função do forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil, em especial para a bolsa.
O dólar atingiu a cotação mínima intradia de R$ 5,17 (-0,69%), mas na sequência a moeda se reaproximou da estabilidade, com os investidores à espera da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre juros e do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Às 16h o Fed anunciou a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, e destacou a inflação ainda elevada e a estabilização do mercado de trabalho norte-americano.
Na prática, a instituição passou poucas indicações sobre quando os juros voltarão a cair nos Estados Unidos. Após o comunicado do Fed e em meio à coletiva do chair da instituição, Jerome Powell, o dólar marcou a máxima de R$ 5,22 (+0,36%), para depois se aproximar novamente da estabilidade. Como a decisão do Copom ocorre com o mercado fechado, após as 18h30, eventuais reações no câmbio ficarão para esta quinta-feira (28/01). As apostas majoritárias dos agentes são de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas todos estarão atentos ao comunicado do Copom, em busca de pistas sobre o encontro de março.
Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira (26/01), dado mais recente, 36% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,50% de chance de redução de 50 pontos-base e 22,75% de possibilidade de manutenção. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao País, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos. No exterior, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,56%, a 96,445. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.