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19/Feb/2026

Comércio global: perspectivas positivas para 2026

Segundo a Capital Economics, o comércio global de bens deve voltar a surpreender positivamente em 2026. O volume comercial cresceu cerca de 4,5% em 2025, a maior taxa desde 2011, excetuando a recuperação pós-pandemia em 2021. A projeção é de expansão de aproximadamente 2,5% neste ano, acima do consenso. Para 2026, a projeção de alta de 2,5% supera a média de 2,0% da última década e contrasta com a estimativa de 0,5% divulgada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em outubro/2025. A Capital Economics também vê expansão superior às previsões de mercado para o comércio total (bens e serviços). Cortes de juros por vários bancos centrais e a continuidade do ciclo de investimentos em IA devem sustentar a demanda por bens transacionáveis. Além disso, a avaliação é que as tarifas impostas pelos Estados Unidos estão provocando uma realocação, e não uma contração, do comércio global. As tarifas dos Estados Unidos estão fazendo o comércio mundial mudar, não encolher.

O avanço de 4,5% no ano passado superou o crescimento do PIB global pela maior margem em 20 anos, desconsiderando os períodos de recuperação após a crise financeira global e os lockdowns. A Ásia liderou o desempenho, com destaque para Taiwan, beneficiada pelo boom de investimentos em inteligência artificial (IA), e para economias da ASEAN, como o Vietnã. O Reino Unido registrou queda nas exportações, enquanto a zona do euro mostrou estabilidade. O forte crescimento do comércio refletiu a combinação de maior demanda por bens nas economias avançadas e a oferta proveniente da China e da Ásia desenvolvida. No caso chinês, a participação nas exportações globais de bens subiu para 18% em termos reais em 2025, após fortes ganhos em 2023 e 2024. Essa fatia tem espaço para aumentar, dado que a sobrecapacidade industrial deve persistir, elevando a competitividade via preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.