19/Feb/2026
O dólar ganhou força nesta quarta-feira (18/02) pós-Carnaval, em sintonia com o recuo do Ibovespa e o avanço firme da moeda norte-americana também no exterior. Em uma sessão com duração reduzida, iniciada às 13h, o contrato de dólar para março subia 0,36%, a R$ 5,25. Na terça-feira (17/02), com o mercado brasileiro fechado, o dólar sustentou ganhos ante boa parte das demais moedas no exterior, em meio às incertezas em torno das negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã. Nesta quarta-feira (18/02), a notícia de que a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, planeja deixar o cargo antes do fim do mandato, em outubro de 2027, penalizou o euro em relação ao dólar.
Além disso, a moeda norte-americana ganhou força ante outras divisas na esteira de dados econômicos melhores do que o esperado nos Estados Unidos. O Departamento de Comércio norte-americano informou que os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, um indicador importante dos gastos empresariais, aumentaram 0,6%, acima da previsão de 0,4% dos economistas. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) informou que a produção industrial aumentou 0,6% no mês passado, o maior ganho desde fevereiro de 2025, após permanecer estável em dezembro, superando a estimativa de 0,4%.
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,62%, a 97,726. Neste cenário, o dólar se firmou em alta no Brasil, em paralelo ao recuo do Ibovespa em meio aos ajustes na volta do Carnaval. Segundo a FB Capital, alguma hora o investidor precisaria colocar um pouco de dinheiro no bolso. E com a bolsa batendo recordes sequenciais e chegando em 190 mil pontos, até que demorou. Mas, a realização é um episódio pontual e agudo. Não afeta a tendência de médio prazo. Para a Valor Investimentos, o mercado brasileiro passou nesta quarta-feira (18/02) por um processo de correção de preços, com a saída de investidores da bolsa impactando o câmbio.
Internamente, os agentes estiveram atentos ainda às notícias sobre a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição controlada por Augusto Lima, ex-sócio do Master, por comprometimento de sua situação econômico-financeira e descumprimento de normas. Em outra frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente lei que estabelece reajuste de salários para servidores da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU). Lula bloqueou trechos que previam escalonamento dos reajustes até 2029 e pagamentos que poderiam levar a remunerações superiores ao teto do funcionalismo público, informou o Planalto. Agora, o Congresso decidirá se mantém ou derruba os vetos. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.