20/Feb/2026
O dólar fechou esta quinta-feira (19/02) perto da estabilidade ante o Real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante as demais divisas, com alguns agentes citando o efeito do fluxo de entrada de recursos no País sobre as cotações. O dólar fechou com leve baixa de 0,04%, a R$ 5,22. No ano, a divisa agora acumula baixa de 4,75%. A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o exterior, onde a moeda sustentou ganhos ante a maior parte das demais divisas, com os investidores atentos aos dados econômicos divulgados nos Estados Unidos e à mobilização de tropas norte-americanas ao redor do Irã. O dólar exibiu ganhos em relação a divisas fortes como o euro, a libra e o iene, além de avançar ante moedas pares do Real como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes subia 0,20%, a 97,895.
No Brasil, o dólar se manteve próximo da estabilidade, chegando a registrar leves quedas em alguns momentos. Segundo a Correparti Corretora, o dólar abriu em alta, acompanhando exterior, mas virou em função de fluxo para o Brasil. O exportador está vendendo o que havia represado durante o período de Carnaval. E há também fluxo para a bolsa. Favorecido pelo fluxo, o Ibovespa sustentou ganho superior a 1% durante boa parte da sessão. O fluxo de entrada de recursos no País justifica o desempenho mais fraco do dólar ante o Real nesta quinta-feira (19/02). O Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$ 1,488 bilhão em fevereiro até dia 13. Somente na semana passada entraram líquidos no País US$ 1,783 bilhão, em meio aos relatos de investimentos estrangeiros para a bolsa. Os agentes digeriram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).
Considerado uma espécie de prévia para o Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br cedeu 0,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal. A retração foi inferior à baixa de 0,5% projetada por economistas. Segundo a Nomad, o IBC-Br mais resiliente reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic, preservando o diferencial de juros ainda elevado e favorecendo estratégias de carry trade. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, mas o mercado espera que o Banco Central inicie o ciclo de cortes em março; resta saber se com redução de 25 ou de 50 pontos-base. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos (cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75%) vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses. O Banco Central vendeu 40.000 do total de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.