23/Feb/2026
A Comissão Europeia tomou nota da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre as tarifas globais impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O bloco está analisando a situação “cuidadosamente". A União Europeia segue em contato próximo com o governo dos Estados Unidos enquanto busca esclarecimentos sobre as medidas que pretendem adotar em resposta a essa decisão. Na sexta-feira (20/02), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas, derrubando as medidas globais adotadas por Donald Trump com base em emergências ligadas ao tráfico de drogas e a déficits comerciais.
A maioria afirmou que a Constituição atribui ao Congresso o poder de instituir e arrecadar tributos e que a IEEPA não delega de forma clara autoridade para tarifas amplas e ilimitadas. A decisão mantém entendimentos de instâncias inferiores e pode abrir espaço para pedidos de reembolso bilionários. O governo do Reino Unido afirmou que a decisão da Suprema Corte de anular as tarifas do presidente Donald Trump é uma questão a ser determinada pelos norte-americanos. O governo do Reino Unido se comprometeu a continuar apoiando as empresas britânicas à medida que mais detalhes sobre a decisão forem anunciados. O governo espera que a "posição comercial privilegiada" do Reino Unido com os Estados Unidos seja mantida em qualquer cenário.
O Reino Unido trabalhará com a administração dos Estados Unidos para entender como a decisão afetará as tarifas para o Reino Unido e o resto do mundo. O governo suíço anunciou que o Conselho Federal avaliará mais detalhadamente os impactos mais amplos e as consequências específicas da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas. A associação industrial suíça Swissmem, por sua vez, instou a Suíça a finalizar um acordo comercial preliminar com os Estados Unidos para criar segurança jurídica, apesar da decisão da Suprema Corte. A Suíça foi alvo das tarifas norte-americanas mais altas da Europa quando Trump impôs uma taxa de importação de 39% sobre os produtos de seus exportadores em agosto. Em novembro, um acordo reduziu as tarifas para 15%, espelhando a taxa da União Europeia. Fontes: Broadcast Agro e The Independent. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.