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23/Feb/2026

Brasil: taxa de desemprego cai no 4º trimestre/2025

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego caiu em 21 Unidades da Federação na passagem do terceiro trimestre de 2025 para o quarto trimestre do ano passado. Algumas dessas variações ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, por isso não são consideradas estatisticamente significativas. Houve quedas de forma estatisticamente significativa em apenas 6 das 27 Unidades da Federação no período. Na média nacional, a taxa de desemprego caiu de 5,6% no terceiro trimestre de 2025 para 5,1% no quarto trimestre. Em São Paulo, a taxa de desemprego passou de 5,2% para 4,7% no período. No quarto trimestre de 2025, as maiores taxas de desocupação foram as de Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%), Alagoas (8,0%), Bahia (8,0%) e Piauí (8,0%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).

A taxa de desemprego anual desceu ao piso histórico em 20 Unidades da Federação no ano de 2025. Em relação à média anual de 2024, a taxa de desemprego recuou em 22 das 27 Unidades da Federação em 2025. O instituto pondera que algumas dessas variações ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, por isso não são consideradas estatisticamente significativas. Na média nacional, a taxa de desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% no ano de 2025. Em São Paulo, a taxa de desemprego passou de 6,2% para 5,0% no período. Na média de 2025, as maiores taxas de desocupação foram as de Piauí (9,3%), Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Amazonas (8,4%), enquanto as menores ocorreram em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). O desemprego entre as mulheres permanecia consideravelmente mais elevado do que entre os homens no País no quarto trimestre de 2025. A taxa de desemprego foi de 4,2% para os homens no quarto trimestre, ante um resultado de 6,2% para as mulheres. Na média nacional, a taxa de desocupação foi de 5,1% no período.

Por cor ou raça, a taxa de desemprego ficou abaixo da média nacional para os brancos, em 4,0%, muito aquém do resultado para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%). A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto foi de 8,7%, mais que o triplo do resultado para as pessoas com nível superior completo, cuja taxa foi de 2,7%. No quarto trimestre de 2025, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi mais elevada nos estados do Piauí (27,8%), Bahia (25,4%) e Alagoas (25,1%). Os menores resultados ocorreram em Santa Catarina (4,4%), Espírito Santo (5,9%) e Mato Grosso (6,1%). Na média nacional, a taxa de subutilização foi de 13,4% no quarto trimestre de 2025. No quarto trimestre de 2025, a taxa de informalidade no País foi maior nos estados do Maranhão (57,3%), Pará (56,7%) e Amazonas (51,6%). Por outro lado, as Unidades da Federação com as taxas de informalidade mais baixas foram Santa Catarina (25,7%), Distrito Federal (27,1%) e São Paulo (29,7%).

No quarto trimestre, a taxa de informalidade dos brancos (32,2%) era menor que a de pretos (40,1%) e pardos (42,2%). Quanto ao sexo, a informalidade era maior entre homens (39,2%) do que entre mulheres (35,5%). No total do Brasil, a taxa de informalidade foi de 37,6% no quarto trimestre de 2025. No quarto trimestre de 2025, o País tinha 1,074 milhão de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos os que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 1,706 milhão. Apesar do contingente ainda elevado, o total de pessoas que tentavam uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais encolheu 21,7% em relação ao quarto trimestre de 2024. Outras 632 mil pessoas buscavam emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 11,2% menos indivíduos nessa situação ante o quarto trimestre de 2024.

No quarto trimestre de 2025, 2,684 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 17,9% menos desempregados nessa situação do que no mesmo período do ano anterior, e 1,113 milhão tentavam uma vaga há menos de um mês, um recuo de 24,2% nessa categoria de desemprego do que no quarto trimestre Os dados referentes ao quarto trimestre de 2025 mostram um mercado de trabalho melhor do que em igual período de 2024, mas perdendo tração na tendência de geração de vagas ante o terceiro trimestre de 2025. A taxa de desemprego do País desceu de 5,6% no terceiro trimestre de 2025 para o piso histórico de 5,1% no quarto trimestre. Houve um recuo de 1,1% ante o quarto trimestre de 2024, quando a taxa foi de 6,2%. O resultado do quarto trimestre confirma que o último trimestre tende a ter a menor taxa do ano. Todo ano isso acontece. Ante o quarto trimestre de 2024, houve redução em mais da metade das Unidades da Federação.

Para muitos Estados, o mercado foi ainda mais aquecido do que em 2024. O fato de as taxas terem reduções marginais mostra que a tendência de queda identificada ao longo do ano começa a mostrar uma diminuição na queda no desemprego. A massa de renda do trabalho em circulação na economia atingiu patamar recorde em 2025 em 25 das 27 Unidades da Federação. Para a massa de renda, somente Mato Grosso e Alagoas não atingiram o máximo em 2025. Na média anual nacional, a massa de renda alcançou um recorde de R$ 361,743 bilhões em 2025. Em São Paulo, a massa de renda subiu ao ápice de R$ 102,946 bilhões. O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.560,00 em 2025. Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320,00), São Paulo (R$ 4.190,00) e Rio de Janeiro (R$ 4.177,00), enquanto os menores ficaram com Maranhão (R$ 2.228,00), Bahia (R$ 2.284,00) e Ceará (R$ 2.394,00). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.