23/Feb/2026
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro subiu 2,2% no ano de 2025, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). No quarto trimestre de 2025 em relação ao terceiro trimestre de 2025, houve estabilidade (0,0%) na atividade econômica. Na comparação com o quarto trimestre de 2024, o PIB cresceu 1,6% no quarto trimestre de 2025. Em dezembro ante novembro, o PIB ficou estável (0,0%). Na comparação com dezembro de 2024, houve crescimento de 2,2% em dezembro de 2025. Todos os componentes do PIB apresentaram crescimento no ano, tanto pela ótica da oferta quanto pelo lado da demanda.
A atividade econômica mostrou perda de força, embora tenha registrado o quinto avanço anual consecutivo. Pela ótica da oferta, isto é explicado, principalmente, pela menor contribuição da atividade de serviços, embora também tenham sido observadas reduções de contribuição no setor industrial e no componente impostos. Apenas a agropecuária aumentou sua contribuição em 2025; tendo contribuído em magnitude similar à do setor de serviços, embora tenha peso inferior. Sob a ótica da oferta, a FGV estima que o avanço de 2,2% no PIB de 2025 foi resultado de uma contribuição de 1,0% dos Serviços; 0,7% da Agropecuária; 0,3% da Indústria; e 0,2% de Impostos.
Pela ótica da demanda, a maior parte dos componentes também reduziu suas contribuições positivas em 2025, à exceção das exportações. Este menor crescimento da economia em relação aos anos anteriores mostra que, apesar de um ano de forte aperto monetário e imposição de tarifas ao Brasil, a economia cresceu 2,2%. Na análise trimestral, contudo, nota-se evidente perda de fôlego no PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente, tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025. O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) avançou 3,6%. As exportações tiveram elevação de 6,2%, e as importações aumentaram 5,1% no ano. Em termos monetários, o PIB alcançou R$ 12,630 trilhões de janeiro a dezembro de 2025, em valores correntes, o maior valor da série histórica. O PIB per capita atingiu R$ 59.182,00 no ano, também o maior já visto. A taxa de investimento da economia foi de 17,1% em 2025. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.