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24/Feb/2026

Tarifa efetiva dos EUA sobre a China cairá para 23%

Segundo a Capital Economics, a nova tarifa global de 15% dos Estados Unidos deve reconfigurar o comércio asiático de eletrônicos e reduzir a vantagem recente de países do Sudeste Asiático sobre a China. O maior vencedor na Ásia é a China. Antes sujeita a 20% em tarifas ligadas à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), a China se beneficiará porque parte das exceções aplicadas às tarifas "recíprocas", inclusive para eletrônicos, valerá também para a nova alíquota de 15%. Com isso, a tarifa efetiva dos EUA sobre a China cairá de 32% para 23%, considerando o fluxo comercial de 2024.

A mudança ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegais as tarifas vinculadas à IEEPA, levando o governo a adotar uma taxa alternativa sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, elevada ao teto legal de 15%. Embora o país continue entre os mais tarifados da região, devido às medidas da Seção 301 adotadas no primeiro mandato presidencial de Donald Trump e ampliadas depois, o diferencial em relação ao restante da Ásia diminuiu. Provavelmente haverá alguma recuperação de curto prazo nas exportações chinesas aos Estados Unidos. Por outro lado, pode haver redução dos embarques chineses ao resto do mundo, à medida que diminui o incentivo para redirecionar o comércio.

Para outras economias asiáticas, o quadro é misto. Apesar de várias enfrentarem tarifas menores que antes, sua posição relativa piorou. Isso representa ameaça a emergentes do Sudeste Asiático, como Vietnã e Tailândia, cujas pautas exportadoras são semelhantes à chinesa. O impacto será mais visível em eletrônicos, setor em que foi eliminada a diferença de 10% entre China e demais países. Como os produtos são de baixo peso e alto valor, fazia sentido deslocar a montagem para fora da China para evitar a tarifa adicional. Agora, essa vantagem competitiva foi removida.

O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira (23/02) que avalia o impacto da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, anunciada na sexta-feira (20/02), de suspender as taxas de importação estabelecidas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A China instou o governo dos Estados Unidos a abolir as tarifas unilaterais após o veredicto, ressaltando que as taxas, supostamente recíprocas e relacionadas ao ingresso de fentanil de origem chinesa no país, violam regras comerciais internacionais e normas dos próprios Estados Unidos. A China monitorará de perto os planos de Trump para medidas alternativas e prometeu que se protegerá de futuras taxas. Após a Suprema Corte derrubar o tarifaço, Trump anunciou uma tarifa global de 15% sobre todas as importações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.