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25/Feb/2026

China poderá ajustar contramedidas sobre os EUA

O Ministério do Comércio da China afirmou nesta terça-feira (24/01) que está acompanhando as recentes mudanças tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e poderá ajustar suas contramedidas, ao mesmo tempo em que reforçou a defesa do livre comércio e destacou o aprofundamento da cooperação com a Alemanha. Sobre a decisão da Suprema Corte norte-americana de suspender tarifas aplicadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) e, simultaneamente, a do presidente Donald Trump de impor uma sobretaxa de 10% sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, foi ressaltado que o governo chinês tomou conhecimento da situação e fará uma avaliação abrangente das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

No ano passado, o governo norte-americano impôs tarifas adicionais de 10% sobre produtos chineses sob o pretexto de "tarifa do fentanil" e de 34% como "tarifa recíproca", das quais 24% foram suspensas, resultando em alta efetiva de 20%. Agora, embora as cobranças anteriores tenham sido interrompidas após decisão da Suprema Corte e atos administrativos, os Estados Unidos passaram a aplicar a sobretaxa de 10% com base na Seção 122. A China se reserva o direito de adotar todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente seus direitos e interesses legítimos. A China sempre se opôs a todas as formas de tarifas unilaterais e pediu que o governo norte-americano cancelasse tais medidas.

A China também manifestou disposição de manter diálogo na sexta rodada de negociações econômicas e comerciais entre os dois países. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará à China em abril para encontro bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping. Em paralelo, foi destacada a visita do chanceler alemão, Friedrich Merz, à China, acompanhado de delegação empresarial de alto nível. O comércio bilateral sino-alemão supera US$ 200 bilhões anuais, com estoque de investimentos acima de US$ 65 bilhões, cerca de um quarto do total entre China e União Europeia. A China pretende ampliar a cooperação com a Alemanha em setores tradicionais e emergentes, como energia limpa, biotecnologia e digitalização industrial, reforçando o papel das relações econômicas como "âncora de estabilidade" nas ligações China-União Europeia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.