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25/Feb/2026

Brasil avalia como positiva tarifa média dos EUA

Em uma avaliação preliminar, o governo brasileiro recebeu como positiva a tarifa média de 10% aplicada sobre as importações pelos Estados Unidos. Fontes viam o Brasil como o maior prejudicado pelas tarifas adicionais de 40%. Nesta terça-feira (24/02), o governo norte-americano confirmou a imposição de uma tarifa global de 10% sobre as importações, válida de forma temporária. A medida foi adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 e busca enfrentar "problemas fundamentais no balanço de pagamentos" do país, após revés da gestão republicana na Suprema Corte na semana passada.

No fim de semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, havia indicado que a tarifa poderia chegar a 15%. A Casa Branca, porém, confirmou a publicação da sobretaxa em 10%. Pela Seção 122, o presidente está autorizado a impor tarifa temporária de até 15% por um período máximo de 150 dias, salvo extensão pelo Congresso. O decreto prevê que a medida vigorará até 24 de julho de 2026, salvo suspensão, modificação ou extensão pelo Congresso. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que seu partido não autorizaria a continuidade das tarifas após esse prazo.

O governo Trump estabeleceu uma série de exceções por considerar necessidades da economia norte-americana. Entre os produtos agrícolas isentos estão carne bovina, tomates, itens à base de açaí, laranjas e suco de laranja. Também estão excluídos determinados minerais críticos, energia e derivados, fertilizantes sem oferta doméstica suficiente, produtos farmacêuticos, alguns eletrônicos e itens aeroespaciais, como aeronaves e determinadas peças. Essa lista de exceções também foi bem recebida pelo governo brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.