25/Feb/2026
O fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil voltou a conduzir a queda do dólar nesta terça-feira (24/02), em uma sessão em que a moeda norte-americana também cedeu ante os pares do Real no exterior, como o peso chileno e o peso mexicano. Com o Ibovespa acima dos 191 mil pontos, o dólar fechou em baixa de 0,27%, a R$ 5,15, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$ 5,15. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,07%. A moeda norte-americana chegou a subir no início da sessão, mas a abertura da bolsa brasileira colocou as cotações em trajetória de queda, em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.
Segundo a Manchester Investimentos, há muito capital estrangeiro entrando no Brasil, o que acaba favorecendo o Real em relação ao dólar. Após marcar a maior cotação da sessão de R$ 5,18 (+0,32%), pouco antes da abertura da bolsa, o dólar atingiu a mínima de R$ 5,14 (-0,51%), quando o Ibovespa já havia superado os 191 mil pontos. O recuo do dólar ante o Real também ocorreu em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. O Real e essas outras moedas estavam entre as mais valorizadas nesta terça-feira (24/02).
No exterior, os investidores ainda ponderavam os riscos da política tarifária dos Estados Unidos, enquanto aguardavam o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, às 23h (horário de Brasília) desta terça-feira (24/02). Os Estados Unidos passaram a aplicar nesta terça-feira (24/02) uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo um aviso emitido pela alfândega do país. Essa é a taxa inicialmente anunciada por Donald Trump na última sexta-feira (20/02), e não os 15% que ele prometeu no sábado (21/02). A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos Estados Unidos com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.
O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,17%, a 97,855. O Banco Central do Brasil informou que o déficit em transações correntes do País chegou a US$ 8,36 bilhões em janeiro, ante expectativa de saldo negativo de US$ 6,4 bilhões. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 9,809 bilhões. Os investimentos diretos no País (IDP) alcançaram em janeiro US$ 8,168 bilhões, acima dos US$ 7,0 bilhões projetados, mas não compensando totalmente o déficit em transações correntes no mês. Em janeiro de 2025, o saldo de IDP foi de US$ 6,708 bilhões. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.