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16/Mar/2026

União Europeia reduz importação de grãos em 2025

O setor agroalimentar da União Europeia registrou novo recorde de exportações em 2025, mesmo em um cenário de redução nas importações de grãos. De acordo com relatório anual de monitoramento do bloco, as vendas externas alcançaram € 238,4 bilhões, crescimento de 1% em relação ao recorde registrado em 2024. O desempenho foi sustentado principalmente pelas exportações de preparações de cereais, produtos lácteos e vinhos, além da valorização das vendas de derivados de cacau e café, impulsionada pela alta dos preços internacionais dessas commodities. O Reino Unido manteve-se como principal destino das exportações agroalimentares europeias. Os embarques para Estados Unidos e China apresentaram retração ao longo do período.

Apesar do avanço das exportações, o superávit comercial do setor recuou para € 49,9 bilhões em 2025, redução de € 13,3 bilhões em relação ao ano anterior. O movimento foi provocado pelo crescimento do valor das importações, que atingiram € 188,6 bilhões, aumento de 9% na comparação anual. A elevação das despesas com importações foi impulsionada principalmente pela valorização de produtos como cacau, café, frutas e nozes no mercado internacional. Por outro lado, as importações de grãos e oleaginosas apresentaram recuo no período, refletindo redução tanto de preços quanto de volumes negociados. No segmento de cereais, o bloco reduziu em 27% as importações na temporada 2025/26, com destaque para a diminuição nas compras de trigo comum e milho. Ao longo do ano civil de 2025, as importações de cereais somaram € 8,7 bilhões, queda de 11% em valor e de 15% em volume, totalizando 30,6 milhões de toneladas.

O fornecimento proveniente da Ucrânia registrou redução significativa, com retração de 53% nas vendas de trigo e milho ao mercado europeu. Em contrapartida, o Brasil ampliou sua presença no mercado europeu, com aumento de 82% nas exportações de milho para o bloco. Acordos de livre comércio tiveram papel relevante no desempenho comercial. Países com acordos preferenciais responderam por 61% das exportações e 57% das importações agroalimentares da União Europeia. O Brasil permaneceu como principal origem das importações agroalimentares do bloco, com participação de 10%, seguido por Reino Unido e Estados Unidos, que superaram a Ucrânia como fornecedores em 2025. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.