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16/Mar/2026

Dólar fecha em alta com aversão global a risco

O dólar encerrou o pregão da sexta-feira (13/03) em alta no Brasil e voltou a superar o nível de R$ 5,30, refletindo a piora da percepção de risco nos mercados internacionais em meio ao avanço do conflito no Oriente Médio. O movimento ocorreu em sintonia com a valorização global da moeda norte-americana e com a alta do petróleo, cujo barril do tipo Brent voltou a superar US$ 100 no mercado de Londres. O dólar registrou valorização de 1,34% e fechou a R$ 5,31. O desempenho acompanhou o fortalecimento da moeda norte-americana frente a diversas divisas de economias emergentes, incluindo as moedas de países latino-americanos e africanos. Na semana passada, o dólar acumulou avanço de 1,43% frente ao Real. No acumulado do ano, porém, o dólar ainda registra recuo de 3,14%. A aceleração da alta ocorreu quando os preços do petróleo passaram a subir com maior intensidade e a percepção de risco relacionada ao conflito no Oriente Médio se deteriorou.

A continuidade dos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã ampliou a busca global por ativos considerados mais seguros. O dólar chegou a registrar mínima de R$ 5,21, com queda de 0,59%, antes de inverter o movimento e alcançar a máxima de R$ 5,32, com valorização de 1,51%, próximo ao encerramento das negociações. A escalada do petróleo passou a ser vista como fator adicional de pressão sobre os mercados financeiros globais. A possibilidade de novas altas da commodity intensifica o movimento de proteção dos investidores e amplia a volatilidade nos ativos de risco. No mercado doméstico, o Banco Central realizou operações simultâneas no mercado de câmbio com o objetivo de melhorar a liquidez em um momento de maior estresse.

A autoridade monetária promoveu dois leilões simultâneos, com venda de US$ 1 bilhão no mercado à vista e oferta de 20.000 contratos de swap cambial reverso, também equivalentes a US$ 1 bilhão. Esse tipo de operação, conhecido no mercado como “casadão”, aumenta a liquidez no mercado à vista, mas não altera a posição cambial líquida da autoridade monetária, já que envolve venda de dólares em uma ponta e compra equivalente no mercado futuro. Além dessas operações, o Banco Central realizou leilão de rolagem de contratos de swap cambial tradicional. Foram ofertados 50.000 contratos, equivalentes a US$2,5 bilhões, referentes ao vencimento previsto para 1º de abril. No cenário externo, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, registrava valorização de 0,87%, alcançando 100,530 pontos, refletindo a maior demanda global por ativos denominados em dólar diante do aumento da aversão a risco. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.