29/Apr/2026
Conforme informações do Banco Central, o endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro atingiu 49,9% em fevereiro, ante 49,8% em janeiro, em dado revisado de 49,7%. O resultado iguala o pico histórico da série, registrado anteriormente em julho de 2022, também em 49,9%. Desconsiderando as dívidas imobiliárias, o endividamento avançou de 31,3% em janeiro para 31,4% em fevereiro. O indicador, calculado desde 2005, mede a relação entre o saldo das dívidas das famílias e a renda disponível acumulada em 12 meses, funcionando como referência para a avaliação da capacidade de consumo. O comprometimento da renda com o Sistema Financeiro Nacional também apresentou elevação, passando de 29,5% em janeiro, em dado revisado de 29,3%, para 29,7% em fevereiro.
Excluindo o crédito imobiliário, o indicador subiu de 27,2%, em dado revisado de 27,1%, para 27,4% no mesmo período. No segmento de crédito consignado privado, as concessões registraram expansão de 52% em março na comparação com fevereiro, com o volume passando de R$ 7,146 bilhões para R$ 10,864 bilhões. O saldo da modalidade cresceu 10,1% no período, alcançando R$ 101,59 bilhões, refletindo principalmente a implementação do modelo de consignado privado voltado ao Crédito do Trabalhador, lançado no fim de março de 2025. A taxa média de juros do consignado privado recuou de 59,4% ao ano em fevereiro para 56,8% ao ano em março. Apesar da expectativa de migração para linhas com custos mais baixos, o comportamento inicial dos juros ainda reflete ajustes das instituições financeiras à nova modalidade e maior demanda pelo segmento.
No crédito rotativo do cartão, o juro médio caiu de 435,9% ao ano em fevereiro para 428,3% ao ano em março. No parcelado, a taxa recuou de 196,5%, em dado revisado de 200,2%, para 192,1% ao ano. Considerando o custo total do cartão de crédito, que engloba rotativo e parcelado, houve redução de 95,8%, em dado revisado de 96,4%, para 93,2%. A legislação vigente estabelece limite para juros e encargos do rotativo e do parcelado do cartão de crédito em até 100% do valor principal da dívida, em vigor desde janeiro de 2024. As taxas divulgadas pelo Banco Central refletem metodologia estatística de anualização dos juros mensais, o que não necessariamente corresponde ao custo efetivamente incorrido pelo consumidor, considerando o uso de curto prazo dessas linhas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.