29/Apr/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,89% em abril, após ter avançado 0,44% em março. Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 2,39% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,37%, ante taxa de 3,90% até março. A alta de 0,89% registrada em abril foi a taxa mais elevada desde fevereiro de 2025, quando esteve em 1,23%. Considerando apenas meses de abril, a taxa foi a mais acentuada desde 2022, quando subiu 1,73%. Em abril de 2025, o IPCA-15 tinha subido 0,43%. O resultado fez a taxa acumulada em 12 meses voltar a acelerar, após dois meses de arrefecimentos. Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 1,46% em abril, após alta de 0,88% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,31% para o IPCA-15. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,77% em abril, após ter avançado 1,10% no mês anterior.
A alimentação fora do domicílio subiu 0,70%, ante alta de 0,35% em março. O gasto das famílias brasileiras com a alimentação para consumo no domicílio subiu pelo quarto mês consecutivo em abril. Na alimentação no domicílio, houve altas na cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%). Na direção oposta, ficaram mais baratos a maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,70% em abril: o lanche avançou 0,87%, e a refeição fora de casa aumentou 0,65%. Os preços de Transportes subiram 1,34% em abril, após alta de 0,21% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,27% para o IPCA-15. Os preços de combustíveis tiveram alta de 6,06% em abril, após recuo de 0,03% no mês anterior. A gasolina subiu 6,23%, após ter registrado queda de 0,08% em março, enquanto o etanol avançou 2,17% nesta leitura, após queda de 0,61% na última. A alta de 6,06% nos preços dos combustíveis puxou a elevação de custos com transportes em abril.
A gasolina aumentou 6,23%, o principal impacto individual da inflação do mês, 0,32%. O óleo diesel subiu 16,00%, terceira maior pressão inflacionária, 0,04%. O etanol avançou 2,17%, e o gás veicular recuou 1,55%. A passagem aérea recuou 14,32% em abril, maior alívio sobre o IPCA-15 do mês, -0,12%. O ônibus urbano subiu 0,44%, o táxi avançou 0,08%. O metrô teve elevação de 0,53%, o ônibus intermunicipal encareceu 0,14%, e a integração transporte público subiu 0,90%. Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 0,24% em março para uma alta de 0,42% em abril, uma contribuição de 0,07% para o IPCA-15 deste mês. A energia elétrica residencial subiu 0,68% em abril. No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores. A taxa de água e esgoto avançou 0,24%. Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de uma elevação de 0,36% em março para uma alta de 0,93% em abril, com contribuição de 0,13% para o IPCA-15 deste mês.
As maiores pressões partiram dos itens de higiene pessoal (1,32%), produtos farmacêuticos (1,16%, após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril) e plano de saúde (0,49%). Todos os nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram altas de preços em abril. Os aumentos foram registrados em Alimentação e bebidas, alta de 1,46%, impacto de 0,31%; Transportes, alta de 1,34% e impacto de 0,27%; Habitação, alta de 0,42% e impacto de 0,07%; Vestuário, elevação de 0,76% e impacto de 0,04%; Artigos de Residência, alta de 0,48% e impacto de 0,02%; Saúde e cuidados pessoais, aumento de 0,93% e contribuição de 0,13%; Comunicação, alta de 0,48%, impacto de 0,02%; Despesas Pessoais, aumento de 0,32%, impacto de 0,03%; e Educação, alta de 0,05% e zero de impacto. O resultado geral do IPCA-15 em abril foi decorrente de altas de preços em todas as 11 regiões pesquisadas. O recuo de 14,32% no preço da passagem aérea ajudou a deter uma alta ainda mais acentuada da prévia da inflação oficial no País em abril. O subitem contribuiu com -0,12% para a taxa de 0,89% do IPCA-15.
Completam o ranking de maiores alívios neste mês o café moído, com queda de 1,58% e contribuição de -0,01%, e a maçã, recuo de 4,76% e contribuição de -0,01%. Na direção oposta, figuraram no ranking de maiores pressões sobre o IPCA-15 os subitens gasolina (com impacto de 0,32%); leite longa vida (0,11%); óleo diesel (0,04%); tomate (0,03%); energia elétrica (0,03%); refeição fora de casa (0,02%); plano de saúde (0,02%); perfume (0,02%); cebola (0,02%); e lanche fora de casa (0,02%). Apenas dois dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 responderam por cerca de dois terços de toda a inflação de abril. Os principais aumentos foram registrados em Alimentação e bebidas e Transportes. Ambos totalizaram juntos cerca de dois terços do IPCA-15. Se somada também a contribuição do grupo Saúde, essa fatia soma 80% de todo o IPCA-15 registrado em abril, que foi de alta de 0,89%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.