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30/Apr/2026

Índice de Preços ao Produtor teve avanço em março

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos produtos industriais na porta de fábrica registraram alta de 2,37% em março, com avanço em 18 das 24 atividades analisadas pelo Índice de Preços ao Produtor. O resultado reflete pressão disseminada entre os setores, com influência relevante do cenário internacional. O movimento está associado à maior instabilidade global, especialmente em função de tensões no Oriente Médio intensificadas ao longo de março, que impactaram os preços de commodities e insumos industriais. Esse contexto contribuiu para a elevação dos preços na maior parte das atividades pesquisadas. O principal destaque foi o segmento de indústrias extrativas, cujos preços avançaram 18,65%, respondendo por 0,81% do índice geral.

O desempenho foi impulsionado sobretudo pela valorização dos óleos brutos de petróleo, em um ambiente de restrições de oferta e dificuldades logísticas relacionadas ao Estreito de Ormuz. O minério de ferro também registrou alta, alinhado ao mercado internacional, enquanto houve recuo apenas no gás natural liquefeito ou no estado gasoso dentro do segmento. Na cadeia do petróleo, o setor de refino de petróleo e biocombustíveis apresentou alta de 4,24%, a maior desde setembro de 2023, com influência dos aumentos nos preços do diesel e dos óleos combustíveis. A menor demanda por etanol contribuiu para limitar parcialmente a elevação no segmento.

Outras atividades relevantes para o resultado do índice incluem alimentos, com impacto de 0,45%, refino de petróleo e biocombustíveis, com 0,41%, e outros produtos químicos, com 0,40%. Após dez resultados negativos consecutivos, os preços do setor de alimentos avançaram 1,90% em março, impulsionados principalmente pela alta nos produtos da pecuária. O segmento de laticínios registrou elevação de 9,66%, em um contexto de menor oferta de leite in natura e custos de produção elevados, além de aumentos nos preços de carnes e açúcares. O conjunto dos dados indica intensificação das pressões inflacionárias no nível da indústria, com origem majoritária em fatores externos e transmissão ao longo das cadeias produtivas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.