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30/Apr/2026

Mercosul-UE favorece exportação do Agro brasileiro

Segundo o Insper Agro Global, com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia em 1º de maio, US$ 709 milhões em tarifas sobre exportações do agronegócio brasileiro no mês serão eliminadas. A estimativa considera valores de 2025 e corresponde a produtos com desgravação imediata. Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 24,7 bilhões à União Europeia. Desse montante, 68% (US$ 16,9 bilhões) já entram no mercado europeu com tarifa zero. Dos US$ 7,8 bilhões restantes que sofrem taxação, US$ 709 milhões terão isenção imediata e representam 3% do total exportado pelo setor ao bloco. A redução de tributos diminui o custo de entrada. Nesses segmentos, a remoção tarifária tende a melhorar de forma imediata as condições de acesso ao mercado europeu, especialmente em cadeias mais sensíveis a preço. O efeito comercial do acordo é limitado pela concentração da pauta exportadora em produtos que já possuem isenção.

Itens como carnes bovina, suína e de frango, além de açúcar e mel, seguem protegidos por cotas tarifárias. O tratado prevê salvaguardas que permitem suspender concessões em caso de dano à produção local da União Europeia. No caso do Mercosul, essas salvaguardas preveem a abertura automática de investigações quando houver aumento de volume acompanhado de redução de preços relativos, com base em avaliações anuais. O bloco europeu recebe 50% das exportações brasileiras de frutas e nozes, 97% de lã, 92% de pimentas e especiarias em pó, 50% de batata-doce, 49% de óleo de milho, 33% de vinhos e 17% de couros. A redução tarifária incide sobre cadeias de pequenos e médios produtores, como as de frutas, nozes, óleos essenciais e especiarias. Para o pesquisador, esses ganhos tendem a ser particularmente significativos para produtores mais sensíveis a custos e preços relativos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.