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30/Apr/2026

Mercosul-UE: reunião virtual marca início do acordo

Os presidentes dos países do Mercosul e as lideranças institucionais da União Europeia realizam no dia 1º de maio uma videoconferência para marcar o início da vigência provisória do acordo de livre comércio entre os blocos. Participam pelo Mercosul os chefes de Estado de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, enquanto pela União Europeia estão previstas as presenças da Comissão Europeia e do Conselho Europeu. O encontro ocorre na mesma data definida para o início da aplicação provisória do acordo, funcionando como sinal político de alinhamento entre os blocos e de celebração da conclusão do pacto. A iniciativa ocorre após a formalização do decreto de promulgação pelo Brasil no dia 28 de abril. O acordo entre Mercosul e União Europeia foi assinado em janeiro, após um processo de negociação iniciado em 1999 e marcado por sucessivos adiamentos, sobretudo em função de resistências políticas no lado europeu.

A aceleração das tratativas ocorreu após a adoção de medidas tarifárias unilaterais pelos Estados Unidos no ano anterior, que estimularam maior convergência entre os blocos. No contexto internacional, os Estados Unidos iniciaram novas investigações comerciais para sustentar a aplicação de tarifas adicionais, após medidas anteriores terem sido revertidas judicialmente. Brasil e União Europeia figuram entre os alvos dessas apurações, ainda que os europeus tenham firmado entendimento prévio com os norte-americanos. O governo brasileiro conduz a narrativa de que o acordo representa resposta à escalada protecionista global, reforçando princípios de cooperação internacional, integração econômica e multilateralismo.

Ao mesmo tempo, o processo de negociação evidenciou divergências, incluindo críticas ao protecionismo europeu e dificuldades enfrentadas ao longo das tratativas. No âmbito institucional europeu, o Parlamento Europeu ainda não ratificou o capítulo comercial do acordo, tendo solicitado revisão jurídica por margem estreita de votos, processo que pode se estender por até dois anos. Diante desse cenário, a Comissão Europeia optou por implementar a vigência provisória, condicionada à ratificação pelos parlamentos dos quatro países fundadores do Mercosul, com início previsto para 1º de maio. A entrada em vigor provisória tende a ampliar o fluxo comercial entre os blocos, reduzir barreiras tarifárias e estabelecer bases regulatórias comuns, ao mesmo tempo em que mantém incertezas quanto à ratificação definitiva e à plena implementação do acordo no médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.