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30/Apr/2026

Clima: seca perde intensidade no Brasil em março

Segundo dados do Monitor de Secas divulgados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a condição de seca perdeu intensidade em grande parte do Brasil em março, mas a área afetada pelo fenômeno avançou na Região Sul. No consolidado nacional, a área com seca recuou de 54% para 49% do território entre fevereiro e março, equivalente a uma redução de 4,6 milhões para 4,2 milhões de quilômetros quadrados. De acordo com o levantamento, houve abrandamento da severidade da seca em 19 Unidades da Federação, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Goiás.

Em sentido oposto, a intensificação foi registrada apenas em Santa Catarina, enquanto Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rondônia apresentaram quadro estável. Acre, Distrito Federal e Espírito Santo permaneceram livres do fenômeno no período. A Região Nordeste seguiu com o quadro mais crítico, sendo a única a registrar seca extrema e com 88% do território afetado. A Região Norte apresentou a condição mais branda, com menos de 1% da área em seca moderada.

A Região Centro-Oeste teve o menor percentual de área atingida, com 30%. Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou no Norte e no Sul e diminuiu no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Apesar da melhora na severidade em todas as regiões, alguns Estados registraram avanço da área afetada, como Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Por outro lado, houve redução em estados como Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Pará.

Ao todo, sete Unidades da Federação (Ceará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e São Paulo) tiveram 100% de seus territórios com algum nível de seca em março. Em termos absolutos, o Amazonas liderou a área total afetada pela seca no mês, seguido por Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Piauí. O Monitor de Secas é utilizado para subsidiar políticas públicas e acompanha mensalmente a evolução do fenômeno com base em indicadores climáticos e impactos de curto e longo prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.