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12/May/2026

Dólar praticamente estável com impasse EUA-Irã

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (11/05) cotado a R$ 4,89, com variação negativa de 0,05%, em um dia marcado por cautela nos mercados internacionais diante da escalada de incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, especialmente no impasse entre Estados Unidos e Irã. O ambiente externo de aversão ao risco reduziu o apetite por ativos de países emergentes, embora o Real tenha apresentado relativa resiliência, sustentado pelo avanço dos preços do petróleo e pela manutenção de taxas de juros domésticas em patamar elevado. A liquidez reduzida ao longo do pregão também contribuiu para a limitação de movimentos mais expressivos no câmbio. O dólar chegou a operar em torno da estabilidade durante grande parte da sessão, após ter rompido o patamar de R$ 4,90 na sexta-feira (08/05), nível não observado desde janeiro de 2024. No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra queda superior a 10%, em meio a expectativas favoráveis para a moeda brasileira e fluxo externo mais benigno.

O petróleo voltou a avançar após perdas acumuladas superiores a 6% na semana anterior, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio. O contrato do WTI para junho subiu 2,78%, para US$ 98,07 por barril, enquanto o Brent para julho avançou 2,88%, para US$ 104,21 por barril, referência utilizada pela Petrobras. O cenário geopolítico segue no centro das atenções, com ausência de avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e manutenção de discursos divergentes entre as partes, o que sustenta percepção de risco no mercado global de energia. Esse contexto reforça a volatilidade do petróleo e influencia diretamente o comportamento de moedas ligadas a commodities. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em leve alta, abaixo de 98 pontos.

O euro e o iene apresentaram desvalorização, enquanto a coroa norueguesa, fortemente correlacionada ao petróleo, registrou ganhos moderados. As taxas dos Treasuries também avançaram, com alta superior a 1% nos rendimentos dos títulos de 2 e 10 anos, refletindo preocupações inflacionárias. Investidores aguardam a divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos referente a abril, além de dados locais como o IPCA do mesmo período, com expectativa de alta de 0,67% após avanço de 0,88% em março. Projeções de mercado indicam leve elevação da inflação oficial no ano, enquanto as expectativas para a taxa Selic permanecem em 13% ao fim do ciclo. As estimativas de câmbio para o encerramento do ano foram revisadas para baixo, refletindo melhora nas contas externas e manutenção de juros elevados. O mercado projeta ajuste gradual do dólar em direção a níveis mais baixos, em meio ao cenário de maior equilíbrio macroeconômico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.