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13/May/2026

Estreito de Ormuz: Maersk segue evitando navegação

A Maersk informou que segue evitando o trânsito de embarcações pelo Estreito de Ormuz em razão da persistente volatilidade geopolítica no Oriente Médio. A companhia destacou que eventuais decisões de retomada da navegação na região dependerão de avaliações contínuas de risco, monitoramento das condições de segurança e orientações das autoridades competentes e parceiros operacionais. Segundo a empresa, o cenário permanece altamente dinâmico e ainda há limitação de informações sobre as condições efetivas de segurança marítima na região. A companhia ressaltou que a proteção de tripulações, embarcações e cargas segue como prioridade operacional. A Maersk também reforçou a importância da restauração da liberdade de navegação no Oriente Médio e manifestou apoio às iniciativas internacionais voltadas à estabilização do fluxo marítimo na região. Como medida preventiva, a companhia anunciou suspensão temporária de reservas terrestres em diferentes corredores logísticos estratégicos do Oriente Médio.

Entre as rotas afetadas estão cargas originadas dos Emirados Árabes Unidos e do Catar via Porto de Jeddah e Porto de Omã, além de operações envolvendo Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Catar. As restrições também abrangem cargas com origem nos portos de Salalah e Sohar, em Omã, destinadas a mercados da Península Arábica. O posicionamento da Maersk reforça a preocupação crescente do setor global de logística marítima com os impactos das tensões geopolíticas sobre cadeias internacionais de suprimento, especialmente em uma das principais rotas de transporte de petróleo, derivados, fertilizantes e commodities agrícolas do mundo. O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o comércio global de energia e matérias-primas, concentrando parcela relevante do fluxo marítimo internacional entre o Golfo Pérsico e os mercados consumidores da Ásia, Europa e América do Norte. A manutenção das restrições logísticas na região amplia os riscos de elevação dos custos de frete, atrasos operacionais e maior volatilidade nos mercados globais de energia, fertilizantes e commodities agrícolas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.