15/May/2026
Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego aumentou em todas as Unidades da Federação na passagem do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026. Algumas dessas variações ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, por isso não são consideradas estatisticamente significativas. Houve expansão de forma estatisticamente significativa em 15 das 27 Unidades da Federação no período. Na média nacional, a taxa de desemprego subiu de 5,1% no quarto trimestre de 2025 para 6,1% no primeiro trimestre de 2026. Em São Paulo, a taxa de desemprego passou de 4,7% para 6,0% no período. No primeiro trimestre de 2026, as maiores taxas de desocupação foram as do Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
Os dados da Pnad Contínua referentes ao primeiro trimestre de 2026 mostram um mercado de trabalho obedecendo à sazonalidade esperada para esse período do ano. É o resultado esperado para um primeiro trimestre a cada ano. Sempre no primeiro trimestre há um aumento. Isso aconteceu até na pandemia. Para todas as Unidades da Federação houve um aumento, mas não é suficiente para ser estatisticamente significativo. No primeiro trimestre de 2026, o País tinha 1,089 milhão de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos os que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 1,807 milhão. Apesar do contingente ainda elevado, o total de pessoas que tentavam uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais encolheu 21,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Outras 718 mil pessoas buscavam emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 9,0% menos indivíduos nessa situação ante o primeiro trimestre de 2025. No primeiro trimestre de 2026, 3,380 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 9,9% menos desempregados nessa situação do que no mesmo período do ano anterior, e 1,393 milhão tentavam uma vaga há menos de um mês, um recuo de 14,7% nessa categoria de desemprego do que no primeiro trimestre de 2025. No primeiro trimestre de 2026, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi mais elevada nos estados do Piauí (30,4%), Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%). Os menores resultados ocorreram em Santa Catarina (4,7%), Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%). Na média nacional, a taxa de subutilização foi de 14,3% no primeiro trimestre de 2026. O desemprego entre as mulheres permanecia consideravelmente mais elevado do que entre os homens no País no primeiro trimestre de 2026.
A taxa de desemprego foi de 5,1% para os homens no primeiro trimestre, ante um resultado de 7,3% para as mulheres. A taxa de desocupação da mulher é 43,1% maior que a dos homens. Mas, a informação recente está mostrando tendência de redução de desigualdade na taxa de desocupação por sexo. A taxa de desocupação das mulheres já foi 69,4% maior que a dos homens, resultado registrado no primeiro trimestre de 2012. A menor diferença ocorreu no segundo trimestre de 2020, em meio à pandemia de Covid-19, quando essa distância ficou em 27,0%. Por cor ou raça, a taxa de desemprego ficou abaixo da média nacional para os brancos, em 4,9%, muito aquém do resultado para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%). A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto foi de 10,8%, quase o triplo do resultado para as pessoas com nível superior completo, cuja taxa foi de 3,7%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.