15/May/2026
Segundo a Sondagem do Mercado de Trabalho de abril, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), sete em cada dez trabalhadores (70,8%) afirmam ter conseguido pagar suas contas essenciais nos últimos três meses com a renda obtida no período, incluindo despesas com moradia, alimentação, educação e saúde. O resultado representa a segunda queda consecutiva do indicador, após três altas seguidas. Por se tratar de séries ainda curtas e sem ajuste sazonal, as comparações recentes devem ser interpretadas com cautela. Ainda assim, o desempenho segue sustentado pelo aquecimento do mercado de trabalho, que tem favorecido a evolução da renda nos últimos meses.
O bom momento do emprego contribuiu para a manutenção da capacidade de pagamento das famílias, embora sinais recentes possam indicar perda gradual de dinamismo na tendência observada anteriormente. Nesse contexto, há expectativa de desaceleração do mercado de trabalho ao longo de 2026, o que pode se refletir em menor ritmo de crescimento dos salários. O levantamento também destaca a importância da trajetória da inflação, especialmente diante de fatores externos como conflitos geopolíticos e variações no preço do petróleo, que podem influenciar a percepção de renda das famílias. Entre as despesas mais relevantes no orçamento doméstico, 72,2% dos entrevistados apontaram alimentação como o principal gasto, seguida por moradia (46,5%), contas de serviços públicos como água e energia (44,9%), saúde (35,6%) e transporte (25,7%).
A sondagem indica ainda melhora marginal na percepção sobre o trabalho, com aumento da parcela de trabalhadores muito satisfeitos, de 12,7% em março para 13,1% em abril, e leve redução dos muito insatisfeitos, de 0,6% para 0,5%. Em relação à segurança no emprego, cresceu a proporção dos que consideram improvável perder a fonte de renda, de 8,6% para 9,9%, enquanto caiu a parcela dos que veem essa possibilidade como muito provável, de 1,6% para 1,3%, indicando leve melhora na percepção de estabilidade no mercado de trabalho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.