ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

18/May/2026

China-EUA: ceticismo sobre melhora nas relações

A Capital Economics avaliou que o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, teve como principal resultado a consolidação da atual trégua comercial entre as duas potências. O encontro tende a garantir maior estabilidade nas relações entre Estados Unidos e China no curto prazo. No entanto, a sustentabilidade dessa trégua dependerá menos do tom diplomático adotado pelos líderes e mais da capacidade de ambos os países manterem instrumentos de pressão e dissuasão econômica. Esses mecanismos podem perder eficácia ao longo do tempo, o que mantém riscos de retomada das tensões comerciais entre as duas maiores economias globais.

Os anúncios realizados possuem alcance considerado modesto e ainda faltam detalhes concretos sobre compromissos assumidos pelos dois lados. Parte das promessas deve ser observada com cautela, lembrando que diversos projetos e investimentos anunciados em 2017 não chegaram a ser implementados. Apesar do ceticismo, foi positivo o convite feito por Trump para que Xi Jinping visite os Estados Unidos em setembro. O gesto aumenta a probabilidade de manutenção de um ambiente diplomático mais estável nos próximos meses, embora as disputas estruturais entre Estados Unidos e China permaneçam sem solução definitiva. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China deverá abrir seu mercado para empresas norte-americanas de forma gradual, em um movimento que, segundo ele, poderá beneficiar os dois países e ampliar os fluxos comerciais bilaterais.

Trump declarou que espera uma abertura significativa do mercado chinês para companhias dos Estados Unidos. Segundo o presidente norte-americano, as negociações recentes envolveram demandas recíprocas e resultaram em maior volume de acordos comerciais em comparação às tratativas anteriores entre os dois países. Trump também afirmou esperar ampliação relevante das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos, especialmente soja. Segundo ele, a China deverá adquirir volumes expressivos de commodities agrícolas dos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os dois países concordaram em ampliar o comércio bilateral “sob uma estrutura de redução tarifária recíproca”.

A declaração contradiz a versão apresentada por Trump. Segundo o comunicado chinês, após visita de Estado de Trump a Pequim, as duas potências registraram resultados considerados positivos e equilibrados na área comercial e concordaram em dar continuidade a consensos já estabelecidos em rodadas anteriores de negociação econômica. Também foi anunciada a criação de conselhos bilaterais de Comércio e de Investimentos, além de avanços na discussão sobre acesso a mercados agrícolas. O governo chinês afirmou que o relacionamento econômico entre os dois países é baseado em benefícios mútuos e ganhos compartilhados, defendendo a negociação em condições de igualdade como única alternativa viável para lidar com divergências comerciais.

As declarações contrastam com a posição de Trump, que afirmou que tarifas não teriam sido discutidas durante o encontro, embora tenha anunciado acordos envolvendo compras chinesas de aeronaves da Boeing e soja dos Estados Unidos. A China confirmou que Xi Jinping aceitou convite para uma visita de Estado aos Estados Unidos no outono do Hemisfério Norte. O encontro estabeleceu diretrizes para uma relação descrita como de “estabilidade estratégica”, baseada em cooperação predominante, competição controlada e gestão de divergências. O governo chinês reiterou que seguirá ampliando a abertura de seu mercado a investimentos e comércio internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.