ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

18/May/2026

Brasil-EUA: cúpula reduziu tensões entre os países

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi avaliado como importante para reduzir o ambiente de ruídos diplomáticos entre os dois países. Segundo o relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), as questões técnicas envolvendo as relações comerciais bilaterais ainda deverão ser discutidas em reuniões entre representantes dos governos brasileiro e norte-americano. O cenário geopolítico internacional continua representando riscos relevantes para as exportações brasileiras. A guerra envolvendo o Irã pode afetar as vendas externas do Brasil para a região, especialmente de carnes bovina e de frango, milho, além de impactar compras de adubos, fertilizantes e óleos combustíveis. O recente encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping sinaliza início de um processo de redução das tensões diplomáticas entre Estados Unidos e China.

Segundo o Icomex, uma diminuição da instabilidade entre as duas maiores economias do mundo tende a favorecer o comércio internacional. Por outro lado, eventuais concessões comerciais da China aos Estados Unidos podem gerar impactos sobre as exportações brasileiras de soja. A avaliação é de que acordos envolvendo aumento das compras chinesas de soja norte-americana, nos moldes das negociações realizadas durante o primeiro governo Trump, poderiam reduzir parte da demanda pela oleaginosa brasileira, embora os Estados Unidos não tenham capacidade para suprir integralmente o mercado chinês. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,5 bilhões em abril de 2026. No acumulado de janeiro a abril, o saldo positivo alcançou US$ 24,8 bilhões, acima dos US$ 7,5 bilhões observados no mesmo período de 2025.

Entre os principais parceiros comerciais, houve melhora do saldo com a China, com ganho de US$ 7,3 bilhões, e com a União Europeia, com avanço de US$ 1,4 bilhão. O superávit com a China somou US$ 11,6 bilhões entre janeiro e abril, equivalente a 47% do saldo total da balança comercial brasileira no período. Em contrapartida, o déficit comercial com os Estados Unidos aumentou de US$ 1,0 bilhão para US$ 1,4 bilhão, enquanto o superávit com a Argentina recuou de US$ 1,9 bilhão para US$ 815 milhões. A balança comercial brasileira encerre 2026 com superávit entre US$ 72 bilhões e US$ 75 bilhões. A projeção considera um cenário em que o conflito no Oriente Médio não se prolongue para o segundo semestre e não haja novos choques relevantes no ambiente internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.