18/May/2026
Incentivos econômicos são apontados como um dos principais caminhos para conter o avanço do desmatamento legal em propriedades rurais e acelerar a transição para uma agropecuária mais sustentável no Brasil. Apenas regras ambientais e pressão reputacional não têm sido suficientes para impedir a abertura de novas áreas, especialmente nos casos em que o desmatamento ocorre dentro dos limites autorizados pelo Código Florestal. Destaque para diferença entre desmatamento legal, realizado dentro dos limites previstos para cada bioma, e desmatamento ilegal, quando há supressão acima do permitido pela legislação.
Ainda assim, a avaliação é de que os incentivos econômicos continuam favorecendo a conversão de áreas de vegetação nativa em áreas produtivas. Foi apresentada a estruturação do fundo Catalytic Capital for the Agricultural Transition (CCAT), voltado ao financiamento de produtores que adotem compromissos de desmatamento zero e práticas agronômicas sustentáveis. A meta do fundo é mobilizar até US$ 1 bilhão nos próximos três anos para recuperação de áreas degradadas e produção agropecuária livre de desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
O modelo prevê concessão de crédito com juros mais baixos e prazos mais longos para produtores que cumprirem critérios ambientais estabelecidos. O custo do financiamento pode ficar cerca de 5% abaixo das taxas tradicionais de mercado, enquanto o prazo de pagamento pode alcançar até seis anos. O mecanismo também prevê penalidades para descumprimento dos compromissos ambientais, com possibilidade de elevação das taxas de juros em caso de irregularidades. A iniciativa conta com parceria da organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) e busca ampliar instrumentos financeiros voltados à produção sustentável no agronegócio brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.