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18/May/2026

Segurança alimentar fortalece agronegócio brasileiro

O avanço de conflitos geopolíticos, disputas tarifárias e preocupações globais com segurança alimentar e energética pode ampliar o protagonismo do Brasil no comércio internacional de commodities. Especialistas do agronegócio, indústria de alimentos e consultoria avaliaram que o cenário global passou por mudanças estruturais nos últimos anos. A guerra entre Rússia e Ucrânia elevou a percepção de vulnerabilidade mundial em energia, fertilizantes e grãos, enquanto os conflitos no Oriente Médio ampliaram os riscos associados ao petróleo, gás natural e insumos agrícolas. O avanço do protecionismo comercial, especialmente liderado pelos Estados Unidos, também foi apontado como fator de transformação da dinâmica global de comércio.

O Brasil tende a ser beneficiado nesse redesenho geopolítico por concentrar sua pauta exportadora justamente em produtos considerados estratégicos, como commodities agrícolas e minerais. As commodities deixaram de ser associadas apenas a produtos básicos e passaram a incorporar elevado nível de tecnologia, inovação e logística. Aproximadamente 72% das exportações brasileiras são compostas por commodities agrícolas e minerais. O País possui vantagens competitivas relevantes em um ambiente internacional marcado por maior preocupação com abastecimento e segurança energética. Também foi destacada a posição relativamente neutra do Brasil no cenário geopolítico internacional. O País ampliou relações comerciais com diversos parceiros ao longo dos últimos anos, o que abre oportunidades adicionais de comércio com países do chamado Sul Global, incluindo Índia, nações africanas e mercados da América Latina.

O principal desafio brasileiro não está na dependência das commodities, mas na necessidade de ampliar produtividade e competitividade para consolidar ganhos de mercado. Na avaliação do setor de proteína animal, o Brasil e a América do Sul possuem capacidade de ampliar sua relevância como fornecedores globais de alimentos e combustíveis renováveis em um ambiente internacional mais instável. A percepção é de que países sob pressão geopolítica tendem a priorizar o abastecimento interno, elevando a importância de fornecedores considerados confiáveis. Destaque para o papel da política de abertura de mercados conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores, apontada como fator relevante para a diversificação de destinos das exportações brasileiras e redução de riscos geopolíticos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.