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18/May/2026

Brasil precisa ampliar proteção comercial no Agro

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Brasil precisa fortalecer seus mecanismos de defesa comercial diante do aumento de barreiras impostas pela União Europeia ao agronegócio brasileiro. As novas restrições anunciadas pela União Europeia para importações de animais vivos e produtos de origem animal do Brasil, sob justificativa relacionada ao uso de antimicrobianos, reforçam a necessidade de o País ampliar instrumentos de proteção comercial e reação regulatória. As negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia já haviam sido marcadas por exigências rigorosas do bloco europeu e incluíram concessões importantes por parte do Brasil.

O avanço das negociações ocorreu apenas após a criação de mecanismos de salvaguarda agrícola que permitem aos europeus reagirem em caso de aumento das importações oriundas do Mercosul. Após o fechamento do acordo em 2019, a União Europeia continuou implementando novas exigências regulatórias, como o regulamento europeu antidesmatamento (EUDR) e medidas sanitárias e ambientais adicionais, que podem reduzir os benefícios comerciais negociados anteriormente. O setor trabalhou para incluir no acordo mecanismos de reequilíbrio de concessões, permitindo reabertura das negociações caso novas medidas prejudiquem vantagens previamente acertadas.

A lei de reciprocidade e o decreto de salvaguardas bilaterais são instrumentos relevantes para proteger o agronegócio brasileiro diante do avanço do protecionismo internacional. O Brasil precisa ampliar sua atuação em organismos multilaterais e fóruns internacionais nos quais regras globais do comércio são definidas. Parte das normas internacionais ainda é estruturada com base na agricultura de clima temperado, diferente da realidade tropical brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.