18/May/2026
As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 16,65 bilhões em abril de 2026, resultado recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O valor representa crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e garantiu ao setor participação de 48,8% nas exportações totais do Brasil no período. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas do agronegócio alcançaram US$ 54,6 bilhões, também recorde para o quadrimestre. Na comparação anual, o volume exportado cresceu 9,5%, enquanto o preço médio avançou 2,1%. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,62 bilhão, recuo de 3,6% em relação a abril do ano passado, resultando em superávit comercial de US$ 15 bilhões para o setor no mês. O desempenho foi favorecido pelo aumento da demanda internacional por fornecedores considerados confiáveis em regularidade de entrega, segurança sanitária e capacidade de abastecimento.
Também contribuiu a ampliação do acesso de produtos brasileiros ao mercado externo. Desde o início da atual gestão federal, o Brasil abriu mais de 600 novas oportunidades de mercado para produtos agropecuários. A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões, equivalente a cerca de 40% da pauta exportadora do setor. O valor representa crescimento de 21,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A União Europeia ficou na segunda posição, com US$ 2,36 bilhões e participação de 14%, alta de 8,7% na comparação anual. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 1 bilhão exportado e participação de 6%, apesar da queda de 16,8% frente a abril do ano passado. A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio brasileiro.
As vendas externas alcançaram US$ 6,9 bilhões, avanço de 18,8% em relação a abril de 2025. O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, alta de 9,7% e recorde para meses de abril, impulsionado pela safra recorde de soja 2025/26. O aumento de 8,4% no preço médio também contribuiu para elevar a receita. A carne bovina in natura registrou desempenho histórico, com exportações de US$ 1,6 bilhão, alta de 29,4%, e embarques de 252 mil toneladas, crescimento de 4,3% na comparação anual. Tanto o valor quanto o volume exportado foram recordes para abril. A China permaneceu como principal destino da proteína bovina brasileira, respondendo por 55,8% das vendas do produto, com compras de US$ 877,4 milhões. Entre os segmentos de maior destaque estiveram o complexo soja, com US$ 8,1 bilhões exportados e crescimento de 20,4%; proteínas animais, com US$ 3 bilhões e alta de 18%; produtos florestais, com US$ 1,4 bilhão e avanço de 8,6%; e café, com US$ 1,2 bilhão, apesar do recuo de 12,1%.
Também apresentaram crescimento relevante fibras e produtos têxteis, incluindo o algodão, que registrou recorde em valor e volume exportado. A celulose alcançou US$ 854,7 milhões em exportações, alta de 16%, enquanto o farelo de soja somou 2,4 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 12,7%. Produtos menos tradicionais também ampliaram espaço na pauta exportadora brasileira. Entre os destaques estiveram pimenta piper seca, rações para animais domésticos, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado. A fruticultura brasileira também avançou no comércio internacional. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras. Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de exportação. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.