19/May/2026
INFLAÇÃO
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,91% para 4,92%, permanecendo acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O avanço representa a décima alta consecutiva nas estimativas para o próximo ano. O movimento reflete o aumento das incertezas associadas à guerra no Oriente Médio e à escalada dos preços internacionais do petróleo. Para 2027, a previsão permanece em 4,0% pela terceira semana consecutiva. Um mês antes, a projeção era de 3,99%.
A projeção para o IPCA de 2028 aumentou de 3,64% para 3,65%, após estabilidade no levantamento anterior. Para 2029, a estimativa permanece em 3,50% pela 37ª semana consecutiva. As projeções para a inflação de curto prazo indicam que o IPCA deve acumular alta de 0,96% de maio a julho deste ano. A projeção para maio passou de 0,40% para 0,41%. As estimativas para junho e julho se mantêm em 0,30% e 0,25%, respectivamente. As projeções apontam que o IPCA acumulado em 12 meses deve ficar acima do limite de tolerância, de 4,50%, por dez meses consecutivos: de maio deste ano até fevereiro de 2027. IPCA em 12 meses:
- Março/26: 4,39% (realizado)
- Maio/26: 4,55%
- Junho/26: 4,61%
- Julho/26: 4,60%
- Agosto/26: 4,81%
- Setembro/26: 4,63%
- Outubro/26: 4,79%
- Novembro/26: 4,85%
- Dezembro/26: 4,93%
- Janeiro/27: 4,99%
- Fevereiro/27: 4,86%
- Março/27: 4,29%
A nova meta de inflação contínua, válida desde 2025, é apurada com base na inflação acumulada em 12 meses. Se a taxa ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo. O centro da meta é de 3%, com margem de 1,5% para mais ou para menos.
PIB
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,85%. Um mês antes, a expectativa era de expansão de 1,86%. Para 2027, a previsão avançou de 1,76% para 1,77%. As estimativas para os anos seguintes permanecem estáveis. A previsão para o crescimento do PIB de 2028 foi mantida em 2,0% pela 114ª semana consecutiva, enquanto a projeção para 2029 também permanece em 2,0%, estabilidade observada há 61 semanas.
JUROS
A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 aumentou de 13,0% para 13,25%, na primeira alta após três semanas de estabilidade. O mercado vem ajustando as expectativas para a extensão do ciclo de afrouxamento monetário conduzido pelo Banco Central, em meio ao aumento da incerteza e dos preços de petróleo por causa da guerra no Oriente Médio. A estimativa para a taxa Selic no fim de 2027 permanece em 11,25%. Um mês atrás, era de 11,0%. A projeção para a Selic no fim de 2028 permanece em 10,0% pela 17ª semana seguida. A estimativa para 2029 continua em 10,0%. Um mês antes, era de 9,88%.
DÓLAR
A projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 permanece em R$ 5,20. Um mês antes, a estimativa era de R$ 5,30. Para 2027, a projeção para a moeda norte-americana caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27. Quatro semanas antes, a expectativa era de R$ 5,35. A projeção para o dólar no fim de 2028 apresenta leve recuo, passando de R$ 5,35 para R$ 5,34, na terceira redução consecutiva. Para 2029, a estimativa permanece estável em R$ 5,40 pela segunda semana consecutiva.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.