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19/May/2026

Dólar cai com menor aversão ao risco e petróleo volátil

O dólar fechou em queda firme nesta segunda-feira (18/05), retornando ao patamar abaixo de R$ 5,00, em movimento de correção após os ganhos superiores a 3% observados na semana anterior. O desempenho foi sustentado pela redução da aversão ao risco global, com recuperação das moedas de países emergentes e alívio parcial nas taxas dos Treasuries, o que favoreceu o fluxo para ativos mais arriscados. O Real apresentou o melhor desempenho entre as principais moedas líquidas, impulsionado pela recomposição de posições no mercado cambial e pela leitura de menor prêmio de risco associado a eventos políticos domésticos recentes.

O ambiente de juros domésticos elevados, com expectativa de manutenção da taxa Selic em patamar restritivo por mais tempo, também contribuiu para a atratividade da moeda brasileira. Ao longo do pregão, o dólar chegou a operar acima de R$ 5,00, mas intensificou a queda na reta final com a melhora do humor externo, influenciado por declarações mais brandas de autoridades norte-americanas em relação ao conflito no Oriente Médio e por sinais de possível avanço diplomático envolvendo o Irã. O fechamento foi de R$ 4,99, com recuo de 1,37%. No cenário externo, o petróleo apresentou alta durante a maior parte da sessão, refletindo a volatilidade geopolítica, com o Brent para julho chegando a US$ 112,10 por barril antes de perder força no mercado eletrônico, abaixo de US$ 110,00 por barril, diante da perspectiva de negociações diplomáticas.

O comportamento da commodity segue como variável relevante para expectativas inflacionárias globais. As expectativas de política monetária indicam leve revisão altista da taxa Selic terminal, com projeção de 13% para 13,25% no Boletim Focus, enquanto a inflação projetada para 2026 permanece praticamente estável. A taxa de câmbio projetada para o fim do ano segue em R$ 5,20, sinalizando expectativa de estabilidade relativa após a recente volatilidade. No mercado internacional, o dólar também recuou frente a uma cesta de moedas fortes, com o índice DXY em torno de 98,99 pontos, enquanto moedas de países emergentes, como o peso chileno, registraram ganhos acompanhando a alta de commodities metálicas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.