26/May/2026
Conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 0,3 ponto em maio na comparação com abril, na série com ajuste sazonal, passando para 88,8 pontos. Apesar do recuo mensal, o índice registrou avanço de 0,9 ponto na média móvel trimestral. A queda ocorreu após dois meses consecutivos de alta e reflete um movimento de acomodação da confiança, influenciado principalmente pela revisão mais cautelosa das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção sobre as condições presentes, avançou 0,8 ponto em maio, para 86,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2014. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,0 ponto, para 91,3 pontos, indicando maior cautela dos consumidores em relação ao cenário econômico futuro. Entre os componentes do IE, o indicador de situação econômica local futura caiu 2,6 pontos, para 102,9 pontos.
O índice de situação financeira futura das famílias recuou 0,9 ponto, para 89,4 pontos. Em contrapartida, o indicador de compras previstas de bens duráveis subiu 0,5 ponto, para 83,0 pontos. No ISA, o indicador de situação econômica local atual avançou 0,8 ponto, para 95,8 pontos, enquanto o índice de situação financeira atual das famílias aumentou 0,7 ponto, para 76,7 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020. Consumidores com renda mensal de até R$ 4.800,00 demonstraram maior deterioração das expectativas futuras, indicando maior sensibilidade às incertezas econômicas. Entre as faixas de renda, o ICC das famílias com rendimento de até R$ 2.100,00 avançou 0,4 ponto em maio. Na faixa entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 houve queda de 0,9 ponto. Entre consumidores com renda de R$ 4.800,01 a R$ 9.600,00, o indicador subiu 0,8 ponto, enquanto na faixa acima de R$ 9.600,01 ocorreu alta de 0,4 ponto. A coleta de dados para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 4 e 20 do mês. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.