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26/May/2026

Produção agroindustrial avança no mês de março

Conforme o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), divulgado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), a produção agroindustrial brasileira cresceu 2,9% em março de 2026 na comparação com igual mês do ano passado, após retração de 2,2% em fevereiro. O avanço foi impulsionado principalmente pelo segmento de produtos alimentícios e bebidas, que registrou alta de 5,1% no período. A FGV Agro ressaltou que março deste ano contou com 22 dias úteis, ante 19 dias úteis em março de 2025, fator que pode ter favorecido o desempenho da atividade e influenciado as estatísticas do mês. O segmento de produtos não alimentícios apresentou crescimento mais moderado, de 0,1% na comparação anual.

No grupo de alimentos e bebidas, a alta de 5,1% representou o sétimo avanço interanual consecutivo e o maior crescimento para um mês de março desde 2022, quando o setor havia registrado expansão de 12,9%. Considerando apenas o segmento de alimentos, o crescimento foi de 5,7%, enquanto bebidas avançaram 2,1%. Entre os alimentos, o desempenho positivo foi disseminado. Os alimentos de origem animal cresceram 6,2%, sustentados pelo aumento da produção de carnes e lácteos. Os alimentos de origem vegetal avançaram 4,6%, com destaque para conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz e trigo. A retração na produção de açúcar e café limitou uma expansão mais intensa do segmento. No setor de bebidas, o crescimento decorreu exclusivamente do avanço de 5,0% na produção de bebidas alcoólicas.

As bebidas não alcoólicas recuaram 0,9% em março. O segmento de produtos não alimentícios registrou a primeira alta anual desde março de 2025, ainda que em ritmo reduzido, de 0,1%. Dentro desse grupo, os biocombustíveis avançaram 29,6%, enquanto os produtos têxteis cresceram 1,6%, compensando as retrações observadas em insumos agropecuários, produtos florestais e fumo. Os insumos agropecuários recuaram 2,2% em março, no quinto resultado negativo consecutivo na comparação anual, pressionados pela menor produção de defensivos, tratores e máquinas agrícolas. A retração não pode ser atribuída exclusivamente aos efeitos da guerra no Irã, uma vez que o setor já vinha apresentando queda nos meses anteriores. Os produtos florestais caíram 4,7%, também no quinto recuo consecutivo, refletindo menor produção de celulose, papel e madeira.

O segmento de fumo apresentou retração de 4,4%. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a agroindústria registrou crescimento de 0,4% frente ao mesmo período de 2025. O desempenho foi sustentado pelos produtos alimentícios e bebidas, que avançaram 2,7%, enquanto os produtos não alimentícios acumulam queda de 2,7% no período. Os alimentos cresceram 2,6% no trimestre e o segmento de bebidas avançou 3,3%. O desempenho da agroindústria contribuiu para evitar retração da indústria de transformação no primeiro trimestre, período em que o setor ficou estável. Dos 23 segmentos que compõem a indústria de transformação, 14 apresentaram queda, enquanto alimentos, bebidas e biocombustíveis estiveram entre os poucos grupos com crescimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.