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26/May/2026

Dólar recua com possível acordo entre EUA e Irã

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (25/05) em leve queda frente ao Real, acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior diante da redução da aversão ao risco global. A perspectiva de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã favoreceu moedas emergentes, embora a divisa tenha permanecido acima de R$ 5,00 pelo quinto pregão consecutivo. A moeda norte-americana chegou a romper o piso de R$ 5,00, atingindo mínima de R$ 4,99. Contudo, reduziu o ritmo de queda em meio a ajustes de posições e à ampliação das perdas do petróleo. A máxima foi de R$ 5,02, e o dólar encerrou cotado a R$ 5,01, com baixa de 0,18%.

Em maio, a moeda acumula valorização de 1,34% frente ao Real, após recuo de 4,36% em abril. No acumulado de 2026, porém, o dólar ainda apresenta perdas de 8,56% ante a moeda brasileira. O mercado operou com liquidez reduzida devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, que manteve fechados os mercados acionários e de Treasuries em Nova York. O ambiente externo foi influenciado principalmente pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, fator que pressionou fortemente as cotações internacionais do petróleo. O contrato do Brent para agosto caiu 6,78%, encerrando a US$ 93,42 por barril.

O movimento ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanço nas negociações com o Irã e possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar disso, Trump reiterou que o Irã não terá acesso a armas nucleares. Instituições financeiras seguem monitorando o impacto do cenário geopolítico e eleitoral sobre o câmbio brasileiro. Projeções de mercado apontam dólar entre R$ 5,03 e R$ 5,10 no fim de 2026 em cenários-base, embora modelos alternativos indiquem possibilidade de apreciação do Real para R$ 4,84 em ambiente internacional benigno ou avanço da taxa para R$ 5,24 em caso de deterioração fiscal e prolongamento do conflito no Oriente Médio.

Analistas também destacam mudança recente na relação entre petróleo e Real. Até abril, a valorização do petróleo favorecia moedas exportadoras de commodities, como o Real. Nas últimas semanas, porém, a alta da commodity passou a pressionar a moeda brasileira, refletindo preocupações inflacionárias globais e fortalecimento do dólar no exterior. A avaliação predominante no mercado é de que o fluxo externo ainda sustenta parte da valorização do Real em 2026, especialmente pela busca global por países emergentes exportadores de commodities. Entretanto, fatores domésticos, sobretudo o cenário fiscal e a aproximação das eleições, tendem a ganhar peso crescente na formação da taxa de câmbio nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.