28/May/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, após ter avançado 0,89% em abril. Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 3,02% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,64%, ante taxa de 4,37% até abril. A alta de 0,62% registrada em maio pelo IPCA-15 foi a taxa mais elevada para o mês desde 2016, quando esteve em 0,86%. Em maio de 2025, o IPCA-15 tinha subido 0,36%. O resultado fez a taxa acumulada em 12 meses acelerar pelo segundo mês seguido, passando de 4,37% em abril de 2026 para 4,64% em maio de 2026, rompendo assim o teto (de 4,5%) da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 1,38% em maio, após alta de 1,46% em abril. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,30% para o IPCA-15. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,73% em maio, após ter avançado 1,77% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,51%, ante alta de 0,70% em abril.
Os preços de Transportes caíram 0,33% em maio, após alta de 1,34% em abril. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,07% para o IPCA-15, que subiu 0,62% no mês. Os preços de combustíveis tiveram queda de 1,47% em maio, após avanço de 6,06% no mês anterior. A gasolina caiu 1,32%, após ter registrado alta de 6,23% em abril, enquanto o etanol recuou 2,73% nesta leitura, após alta de 2,17% na última. A queda de 1,47% nos preços dos combustíveis puxou a redução de custos com transportes em maio. A gasolina recuou 1,32%, o principal alívio individual na inflação do mês, -0,07%. O etanol diminuiu 2,73%, segunda maior contribuição negativa, -0,02%, e o óleo diesel reduziu 2,04%, quarto maior alívio, -0,01%. O gás veicular subiu 2,12%. A passagem aérea aumentou 3,25% em maio. O ônibus urbano diminuiu 0,56%, o metrô teve recuo de 0,21%, o ônibus intermunicipal encareceu 0,27%, e a integração transporte público subiu 0,30%. Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 0,42% em abril para uma alta de 1,03% em maio, uma contribuição de 0,15% para o IPCA-15 deste mês.
A energia elétrica residencial subiu 2,16% em maio, item de maior pressão individual sobre a inflação do mês, contribuição de 0,09%. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100kWh consumidos. A taxa de água e esgoto avançou 0,13%. O gás encanado aumentou 0,44%. Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de uma elevação de 0,93% em abril para uma alta de 1,05% em maio, com contribuição de 0,14% para o IPCA-15 deste mês. As maiores pressões partiram dos itens de higiene pessoal (1,60%), produtos farmacêuticos (1,25%, ainda em reflexo da autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril) e plano de saúde (0,50%). Oito dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram altas de preços em maio, A única deflação ocorreu em Transportes, recuo de 0,33% e impacto de -0,07%.
Os aumentos foram registrados em Alimentação e bebidas, alta de 1,38%, impacto de 0,30%; Habitação, alta de 1,03% e impacto de 0,15%; Vestuário, elevação de 0,36% e impacto de 0,02%; Artigos de Residência, alta de 0,21% e impacto de 0,01%; Saúde e cuidados pessoais, aumento de 1,05% e contribuição de 0,14%; Comunicação, alta de 0,36%, impacto de 0,02%; Despesas Pessoais, aumento de 0,50%, impacto de 0,05%; e Educação, alta de 0,01% e impacto de 0,00%. O resultado geral do IPCA-15 em maio foi decorrente de altas de preços em todas as 11 regiões pesquisadas. O aumento de 2,16% no custo da energia elétrica residencial pressionou a prévia da inflação oficial no País em maio. O subitem contribuiu com 0,09% para a taxa de 0,62%. Completam o ranking de maiores impactos neste mês as carnes (0,06%), higiene pessoal (0,06%), leite longa vida (0,05%), batata-inglesa (0,04%), tomate (0,04%), gás de botijão (0,04%), produtos farmacêuticos (0,04%), cenoura (0,02%), cebola (0,02%), passagem aérea (0,02%), serviço bancário (0,02%) refeição (0,02%) e plano de saúde (0,02%).
Na direção oposta, figuraram no ranking de maiores alívios sobre o IPCA-15 os subitens gasolina (-0,07%), etanol (-0,02%), café moído (-0,01%), óleo diesel (-0,01%), ônibus urbano (-0,01%) e automóvel novo (-0,01%). Apenas três dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 responderam por quase toda a inflação de maio. Os principais aumentos foram registrados em Alimentação e bebidas, alta de 1,38%, impacto de 0,30%; Habitação, alta de 1,03% e impacto de 0,15%; e Saúde e cuidados pessoais, aumento de 1,05% e impacto de 0,14%. Os três totalizaram juntos 95% do IPCA-15. Segundo o Santander, os alimentos representaram a principal surpresa para cima no headline do IPCA-15. Os tubérculos e as carnes surpreenderam e ajudaram a explicar boa parte da surpresa. O IPCA-15 como um todo desacelerou o ritmo de alta a 0,62% em maio, ante 0,89% em abril. O qualitativo do IPCA-15 de maio apontou para uma leitura neutra. Havia uma expectativa do mercado de uma piora qualitativa nos núcleos, com repasses do choque do petróleo e do mercado de trabalho apertado. Houve uma piora, mas não foi além do esperado. O resultado ficou neutro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.