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28/May/2026

Estreito de Ormuz: FAO alerta para risco alimentar

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que as decisões adotadas nos próximos meses por governos e produtores serão determinantes para definir se o mundo conseguirá absorver os impactos logísticos no Estreito de Ormuz ou enfrentará uma crise severa de segurança alimentar em 2026 e nos anos seguintes. A crise no Oriente Médio é um choque sistêmico para o sistema agroalimentar global, com impactos diretos sobre produção, custos agrícolas e abastecimento mundial. As consequências mais intensas deverão aparecer nos próximos ciclos produtivos, diante da perspectiva de redução da área plantada e menor aplicação de fertilizantes por parte dos agricultores, em função do aumento dos custos dos insumos. As interrupções no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz já afetam o fluxo internacional de petróleo, gás natural liquefeito, enxofre e fertilizantes, elevando os custos de produção agrícola e pressionando os preços de sementes e demais insumos.

O cenário tende a ampliar as despesas de importação de países altamente dependentes de fertilizantes externos, especialmente na África e em regiões da Ásia, onde famílias vulneráveis já enfrentam inflação elevada, endividamento e riscos climáticos associados à possibilidade de um El Niño forte. A organização também alertou que a menor disponibilidade de fertilizantes pode comprometer a qualidade nutricional das lavouras, reduzindo teor de proteínas e densidade de micronutrientes em grãos básicos, além de pressionar a oferta e os preços de frutas e hortaliças em razão da degradação do solo. Como resposta ao cenário, a recomendação é que os países evitem impor barreiras comerciais e restrições às exportações de fertilizantes, buscando preservar o abastecimento internacional de insumos agrícolas. No longo prazo, a entidade defende estratégias de diversificação de corredores logísticos, fortalecimento de reservas estratégicas regionais e transição energética no setor agropecuário, com o objetivo de reduzir a dependência global de rotas consideradas críticas para o comércio internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.