29/May/2026
Representantes do agronegócio da Bahia defenderam que a renegociação de dívidas rurais em discussão no Congresso Nacional seja ampliada para contemplar também produtores adimplentes, e não apenas aqueles em situação de inadimplência. O setor avalia que o atual cenário de endividamento exige um debate mais amplo sobre renegociação, alongamento de prazos e concessão de carência, considerando o impacto simultâneo de preços mais baixos de commodities e custos elevados de produção. A leitura é de que produtores que permanecem adimplentes também enfrentam deterioração de fluxo de caixa, com risco de migração futura para inadimplência.
A avaliação indica que parte dos produtores ampliou investimentos em períodos de maior rentabilidade, mas passou a enfrentar compressão de margens diante da combinação de queda nos preços da soja, custos elevados e juros altos, o que pressiona a capacidade de pagamento do setor. A defesa é de que a restrição da renegociação apenas a devedores em atraso pode gerar distorções, ao não contemplar produtores que enfrentam o mesmo ambiente de dificuldade financeira, ainda que mantenham adimplência formal. Na região oeste da Bahia, o desempenho produtivo segue elevado, com registro de três safras consecutivas de alta produtividade. A estimativa é de produtividade média da soja em 71 sacas de 60 Kg por hectare, acima da média nacional, projetada entre 61 e 62 sacas de 60 Kg por hectare, em área próxima de 2,2 milhões de hectares cultivados.
O bom desempenho é associado ao uso intensivo de tecnologia no Matopiba, com destaque para práticas de manejo, fertilidade de solo, mecanização e investimentos em equipamentos ao longo de toda a cadeia produtiva. Também são indicadas perspectivas positivas para o algodão e a pecuária regional, incluindo avanço do sistema de confinamento bovino. Apesar da elevada produtividade, o setor aponta manutenção de margens pressionadas. No algodão, o custo de produção é estimado em cerca de 270 arrobas por hectare, enquanto na soja o custo equivale a aproximadamente 45 a 46 sacas de 60 Kg por hectare. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.