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15/Jun/2026

IPCA de maio é o mais alto para o mês desde 2021

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,58%, ante um avanço de 0,67% em abril. A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 3,20%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,72% até maio, ante taxa de 4,39% até abril. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,65% em maio, após uma elevação de 0,81% em abril. Com o resultado, o índice acumulou alta de 3,36% no ano. A taxa em 12 meses mostrou alta de 4,42%, ante taxa de 4,11% até abril. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários-mínimos e chefiadas por assalariados. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi) subiu 0,36% em maio. O resultado sucede avanço de 0,72% em abril. No ano, o índice acumula alta de 3,26%. A taxa acumulada em 12 meses foi de 6,93%, ante taxa de 7,01% até abril. O custo nacional da construção foi de R$ 1.953,08 por metro quadrado em maio.

A parcela dos materiais teve alta de 0,53%, enquanto o custo da mão de obra subiu 0,14%. A alta de 0,58% registrada pelo IPCA em maio foi o resultado mais elevado para o mês desde 2021, quando havia subido 0,83%. Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses acelerou pelo terceiro mês consecutivo, passando de 4,39% em abril para 4,72% em maio, maior resultado desde setembro de 2025, quando ficou em 5,17%. Os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 1,33% em maio, após alta de 1,34% em abril. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,29% para o IPCA. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,65% em maio, após ter avançado 1,64% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,49%, ante alta de 0,59% em abril. O custo dos alimentos subiu em maio pelo sexto mês consecutivo. O grupo Alimentação e bebidas respondeu por metade do IPCA de maio. A alta em Alimentação e bebidas é a maior para um mês de maio desde 2015 (quando subiu 1,37%).

O preço dos alimentos para consumo em casa subiu 1,65% em maio, sexto mês de aumentos consecutivos, além de maior resultado para meses de maio desde 2008, quando avançou 2,27%. O frete ainda está onerando o preço dos alimentos, mas também teve menor oferta dos produtos que ficaram mais caros. Houve altas na batata inglesa (44,69%), tomate (20,62%), cebola (16,80%), e carnes (1,39%). Na direção oposta, houve recuos no café moído (-2,38%) e frutas (-0,70%). O café já acumula uma queda de 12,25% em 12 meses. O café está com avanço na colheita, o preço está caindo há 11 meses consecutivos. Há expectativa de safra recorde no Brasil e tendência de queda de preço da commodity internacionalmente, isso favorece o preço ao consumidor final. A alimentação fora do domicílio subiu 0,49% em maio: o lanche aumentou 0,49%, e a refeição teve elevação de 0,51%. A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã pode estar afetando os preços dos alimentos nos últimos três meses tanto via frete, por causa dos combustíveis, quanto via fertilizantes também mais caros.

Os preços de Transportes caíram 0,46% em maio, após alta de 0,06% em abril. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,09% para o IPCA. Os preços de combustíveis tiveram queda de 1,95% em maio, após avanço de 1,80% no mês anterior. A gasolina caiu 1,46%, após ter registrado alta de 1,86% em abril, enquanto o etanol recuou 6,20% nesta leitura, após alta de 0,62% na última. Os recuos nos preços da gasolina, etanol e óleo diesel ajudaram a deter a inflação oficial no País em 0,13%. A desaceleração foi puxada pela queda de 1,95% nos preços dos combustíveis. A gasolina exerceu o maior alívio sobre a inflação oficial no País, recuo de 1,46% e uma contribuição de -0,08%. O óleo diesel recuou 2,34%, impacto de -0,01%, e o etanol caiu 6,20%, -0,04%. O gás veicular subiu 5,81%. A passagem aérea aumentou 3,20%, uma pressão de 0,02%. O ônibus urbano subiu 0,43%, o metrô avançou 0,19%, e o ônibus intermunicipal elevou 0,16%.

Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma alta de 0,63% em abril para uma elevação de 1,22% em maio, uma contribuição de 0,18% para a taxa de 0,58% registrada pelo IPCA do último mês. A energia elétrica residencial subiu 3,67% em maio, subitem de maior impacto sobre o IPCA do mês, uma pressão de 0,15%. Teve a bandeira tarifária amarela e reajuste em várias áreas. A entrada em vigor da bandeira tarifária amarela resultou em acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos. O grupo Saúde e cuidados pessoais saiu de uma alta de 1,16% em abril para elevação de 0,90% em maio. O grupo deu contribuição de 0,12% para a taxa de 0,58% do IPCA do último mês. O resultado foi pressionado por aumentos nos artigos de higiene pessoal (1,95%, com destaque para o avanço de 4,42% no perfume), e no plano de saúde (0,50%). A inflação de serviços, usada como termômetro de pressões de demanda sobre os preços, passou de um aumento de 0,04% em abril para uma alta de 0,40% em maio.

Os itens monitorados pelo governo saíram de uma elevação de 1% em abril para um aumento de 0,43% em maio. No acumulado em 12 meses, a inflação de serviços passou de 5,75% em abril para 5,97% em maio. A inflação de monitorados em 12 meses saiu de 6,13% em abril para 5,85% em maio. Sete dos nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registraram altas de preços em maio. Houve aumentos em Alimentação e bebidas, alta de 1,33% e impacto de 0,29%; Artigos de residência (0,08%, impacto zero); Comunicação (0,23% e impacto de 0,01%); Saúde e cuidados pessoais (0,90% e impacto de 0,12%); Despesas pessoais (0,41%, impacto de 0,04%l); Habitação (1,22% e impacto de 0,18%); e Vestuário (0,62%, contribuição de 0,03%). Houve estabilidade em Educação (zero), além de queda em Transportes (-0,46%, impacto de -0,09%). Em maio, todas as 16 regiões investigadas pelo IBGE registraram altas de preços. A queda de 1,46% na gasolina exerceu o maior alívio individual sobre a inflação de maio, um impacto de -0,08% para a taxa de 0,58%.

Figuraram ainda no ranking de principais alívios sobre o IPCA o etanol (-6,20% e -0,04%), café moído (-2,38% e -0,01%), óleo diesel (-2,34% e -0,01%), automóvel usado (-0,79% e -0,01%) e frutas (-0,70% e -0,01%). Na direção oposta, a principal pressão partiu da energia elétrica residencial, com alta de 3,67% e influência de 0,15%. Houve contribuições positivas também da batata-inglesa (44,69% e 0,09%), higiene pessoal (1,95% e 0,08%), tomate (20,62% e 0,06%), carnes (1,39% e 0,04%), cebola (16,80% e 0,02%), passagem aérea (3,20% e 0,02%), refeição (0,51% e 0,02%), plano de saúde (0,50% e 0,02%) e lanche (0,49% e 0,01%). Os aumentos nos custos da Alimentação, Habitação e Saúde responderam por toda a inflação no País em maio. Os alimentos pesaram, mas os combustíveis ajudaram a conter a inflação. Se retirar os combustíveis do cálculo da inflação, o IPCA de maio ficaria em 0,76%. Se fossem desconsiderados os alimentos, o IPCA do quinto mês de 2026 teria sido de 0,37%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.