15/Jun/2026
O dólar encerrou a sessão de sexta-feira (12/06) em queda frente ao Real, refletindo principalmente a melhora do apetite global por risco após sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana fechou a R$ 5,06, baixa de 0,79%, acumulando desvalorização de 1,86% na semana passada. Ao longo do pregão, o dólar atingiu mínima de R$ 5,05. Em junho, a moeda ainda registra valorização de 0,37%, após alta de 1,82% em maio. No acumulado de 2026, entretanto, o dólar apresenta queda de 7,79% frente ao Real. O movimento foi acompanhado por valorização de moedas de países emergentes, impulsionada pela redução das preocupações com uma escalada do conflito no Oriente Médio.
O mercado reagiu positivamente às sinalizações de que Estados Unidos e Irã estão próximos de concluir um memorando de entendimento, o que inclui garantias para a navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O cenário externo também pressionou as cotações do petróleo. O contrato do WTI para julho recuou 3,23%, para US$ 84,88 por barril, enquanto o Brent para agosto caiu 3,37%, para US$ 83,77 por barril. Na semana passada, o Brent acumulou desvalorização de 6,19%. No mercado doméstico, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio contribuiu para sustentar o Real. O indicador desacelerou para 0,58%, ante 0,67% em abril, mas ficou acima da expectativa mediana do mercado, de 0,55%. A leitura da inflação reforçou a percepção de que o Banco Central poderá manter postura cautelosa na condução da política monetária, preservando um diferencial elevado de juros em relação a outras economias.
Esse fator favorece o ingresso de recursos em ativos brasileiros e contribui para o desempenho da moeda nacional. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou em leve queda ao redor dos 99,7 pontos no fim da tarde. Apesar do recuo do dia, o indicador acumula alta de aproximadamente 0,80% em junho e superior a 1,50% no ano. As atenções do mercado permanecem voltadas para a próxima reunião do Federal Reserve (Fed), que deverá manter os juros inalterados. Investidores também acompanham as discussões sobre a trajetória da taxa Selic no Brasil diante da persistência das pressões inflacionárias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.