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16/Jun/2026

Dólar fecha estável ante Real com acordo EUA-Irã

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (15/06) praticamente estável frente ao Real, mesmo após o movimento de queda observado pela manhã em resposta ao acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã. O fechamento registrou leve variação positiva de 0,11%, a R$ 5,06. No acumulado do ano, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 7,70% frente ao Real. O cenário internacional foi inicialmente marcado por otimismo após a sinalização de entendimento entre Estados Unidos e Irã, com foco na redução das tensões geopolíticas e na reabertura gradual do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde escoa parcela relevante do petróleo e do gás comercializados globalmente.

O avanço das negociações contribuiu para a queda do petróleo Brent, que recuou para a faixa de US$ 83,00 por barril, e para a redução dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos. Esse movimento sustentou a desvalorização do dólar frente a diversas moedas emergentes, com o câmbio no Brasil atingindo mínima de R$ 5,02, recuo de 0,68%. Ao longo da sessão, no entanto, o movimento de queda perdeu força e a moeda norte-americana zerou as perdas, acompanhando a reversão de humor nos mercados locais. A virada do Ibovespa para o território negativo e a forte queda das ações da Petrobras foram apontadas como fatores que contribuíram para a recuperação do dólar ante o Real.

A desvalorização do petróleo impactou diretamente as ações da Petrobras, que possuem elevada participação de investidores estrangeiros, o que também influencia o comportamento do câmbio em momentos de ajuste de portfólio e redução de exposição a ativos brasileiros. No cenário doméstico, o boletim Focus indicou revisão das projeções macroeconômicas. A mediana das expectativas para o dólar ao fim de 2026 passou de R$ 5,15 para R$ 5,20. As projeções de inflação também foram elevadas, com o IPCA estimado em 5,30% para o ano corrente e em 4,10% para o próximo. Para 2028, a projeção passou de 3,65% para 3,68%. O relatório também apontou aumento nas projeções para a taxa Selic, com expectativa de 13,75% ao fim de 2026 e 12,00% ao final de 2027.

Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,50% ao ano. O diferencial de juros entre o Brasil e economias desenvolvidas segue como um dos principais fatores de sustentação do fluxo de capital estrangeiro para o País, contribuindo para períodos de valorização do Real frente ao dólar. No mercado de derivativos, o Banco Central realizou a venda de 60 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento previsto para 1º de julho, em operação de rotina para gestão da exposição cambial. No exterior, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, encerrou em leve alta de 0,17%, a 99,687. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.