17/Jun/2026
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se, no dia 15 de junho, com o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, para discutir o fortalecimento da cooperação bilateral em temas ligados à segurança alimentar, sustentabilidade, defesa agropecuária e adaptação às mudanças climáticas. Durante o encontro, o ministro destacou a relevância da parceria entre o Brasil e a FAO para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à produção sustentável de alimentos, ao fortalecimento da sanidade agropecuária e à ampliação da resiliência dos sistemas produtivos frente aos desafios climáticos. Entre os principais temas abordados esteve a cooperação entre a FAO e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em março de 2026, as instituições firmaram um novo Memorando de Entendimento para ampliar ações conjuntas em ciência, inovação e políticas públicas voltadas à transformação sustentável dos sistemas agroalimentares.
O acordo contempla áreas como segurança alimentar e nutricional, ação climática, biodiversidade, bioeconomia, economia circular, desenvolvimento agrícola sustentável e capacitação técnica. A reunião também reforçou o papel da Embrapa como referência internacional em agricultura tropical. A instituição tem contribuído para a disseminação de tecnologias relacionadas à recuperação de áreas degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), agricultura de baixo carbono e adaptação às mudanças climáticas, apoiando o aumento da produtividade e da sustentabilidade em diferentes regiões do mundo. Outro tema de destaque foi a cooperação entre a FAO e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As entidades atuam conjuntamente em iniciativas de agrometeorologia, monitoramento climático, sistemas de alerta para eventos extremos e fortalecimento da capacidade de adaptação dos sistemas agropecuários.
A defesa agropecuária ocupou posição central nas discussões. O governo destacou a participação do Brasil em ações de prevenção, monitoramento e controle de doenças animais transfronteiriças, bem como o fortalecimento dos mecanismos de resposta a emergências sanitárias e da gestão de riscos. O encontro também ressaltou o reconhecimento internacional do sistema brasileiro de defesa agropecuária. A atuação coordenada do Ministério da Agricultura e dos órgãos estaduais no enfrentamento da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), em 2025, foi citada como exemplo da capacidade de resposta sanitária do País, preservando a produção avícola e a credibilidade dos controles sanitários brasileiros. Na área de sanidade vegetal, foram discutidas as ações de monitoramento e controle da vassoura-de-bruxa da mandioca, praga quarentenária identificada no Brasil em 2024.
A cooperação entre Mapa, Embrapa e organismos internacionais tem sido direcionada ao fortalecimento da vigilância fitossanitária, ao desenvolvimento de protocolos de contenção e à pesquisa de materiais com maior resistência à doença. A agenda incluiu ainda a participação brasileira na Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA), iniciativa que promove cooperação regional em adaptação climática, mitigação de emissões e desenvolvimento de políticas públicas para o setor agropecuário. O Brasil exerce a copresidência da plataforma no biênio 2025-2026, ao lado do Peru, com apoio técnico da FAO. A avaliação do governo é que a parceria com a FAO fortalece a posição do Brasil como referência internacional em segurança alimentar, inovação tecnológica, sustentabilidade e defesa agropecuária, além de ampliar a cooperação internacional em temas estratégicos para o desenvolvimento da agricultura global. Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.