18/Jun/2026
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a ampliação do acesso aos mercados internacionais, o fortalecimento das políticas de crédito rural e o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia como pilares para o crescimento da agropecuária brasileira. O ministro ressaltou a relevância econômica do setor agropecuário, responsável por 49,5% das exportações brasileiras, aproximadamente 32 milhões de empregos e crescimento de 11,7% do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário no último ano. Na área de defesa agropecuária, o governo destacou o reconhecimento internacional do Brasil como território livre de febre aftosa sem vacinação por importantes parceiros comerciais. A avaliação é de que a conquista fortalece a credibilidade sanitária do País e amplia oportunidades para produtos agropecuários brasileiros nos mercados internacionais.
O fornecimento de fertilizantes também esteve entre os temas abordados. O ministério destacou avanços nas negociações com a China voltadas à ampliação da oferta de insumos para o mercado brasileiro, movimento que contribuiu para reduzir pressões sobre os custos de produção e favorecer a estabilidade dos preços da ureia. Na agenda de comércio exterior, o governo informou ter alcançado 641 novas aberturas de mercado para produtos do agronegócio desde o início da atual gestão. A meta estabelecida é atingir aproximadamente 700 novos acessos até o encerramento do mandato presidencial. O fortalecimento da presença internacional também foi associado à expansão da rede de adidos agrícolas, que passou de 29 para 40 postos estratégicos no exterior. As relações comerciais com China e União Europeia foram apontadas como complementares para a estratégia exportadora brasileira.
Enquanto o mercado chinês absorve grandes volumes de commodities agrícolas, o bloco europeu concentra demanda por produtos de maior valor agregado e elevados padrões sanitários e de sustentabilidade. A agenda ambiental também ganhou destaque. O governo reforçou a importância do Plano ABC+, cuja meta é incorporar 52 milhões de hectares em sistemas produtivos sustentáveis até 2030. O programa contempla iniciativas como recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta, florestas plantadas e fixação biológica de nitrogênio, com potencial estimado de mitigação de 1,1 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente no período. O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi apresentado como uma das principais oportunidades para a expansão das exportações agropecuárias brasileiras.
Após mais de 25 anos de negociações, o entendimento estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 780 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões. Segundo o ministério, aproximadamente 5 mil produtos brasileiros serão impactados pelo acordo, com predominância de itens ligados ao agronegócio. Cadeias como frutas, café, proteínas animais, arroz, suco de laranja, cacau e cafés especiais já começam a registrar benefícios decorrentes da redução ou eliminação gradual de tarifas. Além da ampliação do acesso ao mercado europeu, o acordo também deverá facilitar a importação de máquinas, equipamentos e tecnologias produzidas na União Europeia, contribuindo para ganhos de produtividade e competitividade da agropecuária brasileira.
O Plano Safra também esteve entre os principais temas debatidos. Nos três primeiros ciclos da atual administração federal, foram destinados aproximadamente R$ 1,576 trilhão ao financiamento da agropecuária brasileira, configurando o maior volume de recursos já disponibilizado pela política de crédito rural. O governo trabalha na estruturação do próximo Plano Safra com o objetivo de ampliar os recursos disponíveis, fortalecer os instrumentos de financiamento e aumentar a previsibilidade para os produtores rurais. Entre os desafios destacados para o próximo ciclo estão o aumento dos custos financeiros, o endividamento de parte dos produtores, a necessidade de ampliação do seguro rural e o fortalecimento dos mecanismos de gestão de riscos climáticos. O governo avalia que o atual cenário internacional, marcado por conflitos geopolíticos e maior volatilidade dos mercados, exige instrumentos cada vez mais robustos para preservar a competitividade e a resiliência do agronegócio brasileiro. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.