ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

18/Jun/2026

Dólar sobe com previsão de alta de juros dos EUA

O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (17/06) em alta frente ao Real, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana nos mercados internacionais após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A autoridade monetária dos Estados Unidos manteve a taxa básica de juros inalterada, mas sinalizou a possibilidade de elevação dos juros ainda em 2026, movimento que reforçou a demanda global por ativos denominados em dólar. O dólar fechou a R$ 5,11, com valorização de 0,41%. Apesar da alta, o dólar ainda acumula desvalorização de 6,90% frente ao Real em 2026. Até a divulgação da decisão do Fed, o dólar operava em queda frente ao Real e a outras moedas latino-americanas.

O movimento se inverteu após a manutenção da taxa de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, acompanhada da sinalização de que poderá haver aperto monetário adicional nos próximos meses. A perspectiva de juros mais elevados nos Estados Unidos impulsionou os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e fortaleceu a moeda norte-americana em relação às principais divisas globais e moedas de mercados emergentes. O cenário também elevou as preocupações com uma possível redução dos fluxos de capitais destinados a economias emergentes. Durante o pregão, o dólar atingiu mínima de R$ 5,05 pouco antes da divulgação da decisão do Fed. Após o anúncio e a coletiva da autoridade monetária norte-americana, a cotação avançou até a máxima de R$ 5,12, refletindo a reavaliação das expectativas dos investidores em relação ao cenário monetário internacional.

No mercado doméstico, as atenções permanecem voltadas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Os investidores acompanham não apenas a definição da taxa Selic, atualmente em 14,50% ao ano, mas também as sinalizações sobre os próximos passos da política monetária brasileira. O diferencial de juros entre Brasil e economias desenvolvidas continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos fluxos financeiros para o mercado brasileiro. Nos últimos meses, essa diferença contribuiu para a valorização do Real e para a redução das cotações do dólar no mercado doméstico. O Banco Central realizou a venda de 60 mil contratos de swap cambial para a rolagem dos vencimentos programados para 1º de julho. Além disso, dados mostraram fluxo cambial positivo de US$ 4,130 bilhões em junho até o dia 12, indicando ingresso líquido de recursos no País durante o período. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.