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19/Jun/2026

Mercosul-Singapura: expectativa para promulgação

A expectativa do governo de Singapura é de que o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul entre em vigor em breve, após a aprovação pelo Senado brasileiro. O pacto, assinado em 2023, representa o primeiro acordo comercial do bloco sul-americano com um país asiático e reforça a estratégia de diversificação de mercados para os países-membros. Representantes de Singapura destacaram que o acordo deverá simplificar procedimentos aduaneiros e ampliar a competitividade dos produtos comercializados entre as partes. Entre os benefícios previstos estão a redução do tempo de desembaraço aduaneiro de 48 horas para até 6 horas e a agilização da liberação de produtos perecíveis, fator relevante para as exportações agropecuárias.

O acordo também contempla o reconhecimento de 50 indicações geográficas brasileiras, ampliando a proteção e a valorização de produtos nacionais nos mercados internacionais. A expectativa é de fortalecimento dos fluxos comerciais, investimentos e cooperação econômica entre as duas regiões. Singapura ocupa posição estratégica para o comércio exterior brasileiro. Em 2025, o país foi o sétimo principal destino das exportações brasileiras e o segundo maior mercado asiático para os produtos nacionais, atrás apenas da China. As vendas brasileiras para o país asiático alcançaram US$ 7,4 bilhões no período. No segmento agropecuário, Singapura é um importante comprador de proteínas brasileiras, respondendo por parcela significativa do abastecimento de carne congelada consumida no país.

Ao mesmo tempo, o mercado singapuriano é considerado uma porta de entrada para os demais países do Sudeste Asiático, uma das regiões de maior crescimento econômico e populacional do mundo. O acordo ocorre em um contexto de busca por maior diversificação dos mercados de exportação e de fortalecimento das relações comerciais internacionais. A ampliação do acesso aos países asiáticos é vista como estratégica para o agronegócio brasileiro, especialmente diante das incertezas no comércio global e da crescente demanda por alimentos na região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.